R$ 1,38 bilhão sob suspeita

Controladoria Geral da União apura empréstimo feito pela Petrobras à refinaria de Pasadena

iG Minas Gerais |



Cândido Vaccarezza negou lobby de doleiro preso pela Polícia Federal
Lúcio Bernardo Jr
Cândido Vaccarezza negou lobby de doleiro preso pela Polícia Federal

Brasília. A Controladoria Geral da União (CGU) pediu à Petrobras que explique empréstimos no valor de US$ 1,382 bilhão à refinaria de Pasadena, no Texas, quantia que não se confunde com gastos de US$ 2,692 bilhões com a compra e os litígios envolvendo o empreendimento, como consta no ofício da CGU obtido pelo jornal “O Globo”.

O documento foi remetido à presidente da estatal, Graça Foster, no último dia 11, e deveria ter sido respondido até o dia 17. A cobrança por explicações faz parte da auditoria instaurada para apurar supostas irregularidades na compra da refinaria pela Petrobras.

Os auditores da CGU reproduziram no ofício um balanço apresentado em reunião do Conselho de Administração da Petrobras, em junho de 2012, com os números relacionados à refinaria, referentes ao mês anterior. Em maio de 2012, os valores eram: US$ 490 milhões com a aquisição da refinaria; US$ 753 milhões em razão do litígio com a Astra Oil, ex-sócia da Petrobras no empreendimento; US$ 67 milhões com “solução de outros litígios, despesas judiciais e perdas”; e US$ 1,382 bilhão com “empréstimos da PAI (Petrobras América, subsidiária da estatal) para PRSI/PRST (siglas da refinaria e da empresa dos estoques do empreendimento)”.

O balanço dos recursos referentes à aquisição e à operação da refinaria de Pasadena somou todos esses valores, que chegam a US$ 2,692 bilhões.

A CGU cobrou, então, a discriminação de todos os empréstimos que somaram US$ 1,382 bilhão. Além disso, o órgão de controle da Presidência da República pediu cópias de documentos com os registros da entrada de recursos nas contas das refinarias entre junho e setembro de 2008, “necessários para cumprir compromissos urgentes, imperiosos e, inclusive, para inibir riscos de acidentes”.

Os auditores já sabem que um financiamento no valor de US$ 500 milhões foi firmado junto ao banco francês BNP Paribas, para a compra de matéria-prima e outras despesas operacionais. A responsabilidade pelo empréstimo era tanto da Petrobras quanto da Astra.

Lava Jato

Rio. A defesa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava Jato da Polícia Federal, tenta transferir a ação da qual é alvo da Justiça do Paraná para o Rio de Janeiro.

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