Hélio Magalhães

Presidente do Citibank no Brasil

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Qual é a sua análise do mercado?  

O Citi tem um grupo de economistas que fazem a previsão econômica e eles projetam um crescimento do Brasil de 1,3% neste ano. Acreditamos que a taxa de juros deve ficar no patamar que está hoje, de 11%, e achamos que a inflação deve fechar em torno de 6,6%.

E esse cenário está bom para o Citi?

Eu acho que o Brasil vive uma situação não muito favorável, inflação resistente, crescimento baixo, investimento baixo, não é um momento adequado. É um desafio de curto e médio prazos, mas vemos perspectivas muito favoráveis para o Brasil.

E quais são essas perspectivas?

O Brasil tem fundações sólidas sob o ponto de vista de reservas internacionais, apresenta oportunidades muito grandes sob o ponto de vista de negócios. Só de infraestrutura, o Brasil precisa de US$ 800 bilhões de investimento. Uma vez que esses projetos comecem a ser implantados, isso gera uma atividade econômica muito grande.

E o que esperar de 2015?

A gente acredita que 2015 não vai ser um ano espetacular, o Brasil deve passar por alguns ajustes no ano que vem, a inflação desce um pouco, mas ainda não chega perto da meta, porque ainda tem efeitos dos preços controlados. Mas a gente entende que o Brasil tem fundações muito sólidas e pode reverter esse quadro em curto e médio prazos, nos próximos 18 meses, independentemente de quem vai ser o próximo presidente.

Existe um campo fértil?

O Brasil tem uma dimensão espetacular. Uma classe média com mais de 100 milhões de pessoas, sétima economia mundial, desemprego baixo. Temos condições extremamente favoráveis. A pergunta é como sair dessa situação. 

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