De surpresa a Costa Rica já não tem mais nada

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Exterminador. Time da Costa Rica já derrubou gigantes do futebol, como Uruguai e Itália, além de ter empatado com a Inglaterra. Menos expressiva, a Grécia também foi vítima
Frank Augstein/AP – 20.6.2014
Exterminador. Time da Costa Rica já derrubou gigantes do futebol, como Uruguai e Itália, além de ter empatado com a Inglaterra. Menos expressiva, a Grécia também foi vítima

Santos (SP). Após liderar o grupo da morte e alcançar pela primeira vez na história as quartas de final de uma Copa, a seleção da Costa Rica diz que já não será mais surpresa se chegar à semifinal. Para isso, precisa vencer no próximo sábado a Holanda, que venceu todos os jogos no torneio até aqui. Apesar de reconhecer o favoritismo da equipe holandesa, a seleção latino-americana usa o seu retrospecto neste Mundial para tentar se impor. 

“Estamos à frente de uma potência, mas já provamos que podemos ganhar. Estamos muito unidos, é muito importante para nós. Ninguém dava nada por nós. Já achavam que seríamos eliminados com muitos gols sofridos. Ainda assim, a Holanda é a favorita. Eles fizeram coisas mais importantes”, destacou o goleiro Keylor Navas, um dos principais nomes da equipe.

A Costa Rica venceu Uruguai e Itália e empatou com a Inglaterra, resultados que lhe garantiram a liderança no grupo D. Nas oitavas de final, a equipe venceu a Grécia nos pênaltis. “Sabemos que somos figurantes e a surpresa maior do Mundial. Mas já não nos surpreende qualquer coisa que podemos fazer. Estamos acostumados a enfrentar monstros mundiais, como Balotelli, Pirlo e Rooney. Enfrentamos jogadores de qualidade que não devem nada a Van Persie e Robben”, afirmou Adrian Arguedas, presidente da comissão de seleções da federação.

Uma das preocupações da equipe são as simulações de Robben, que sofreu pênalti duvidoso nos minutos finais contra o México. O gol na cobrança garantiu a vitória da Holanda e a passagem para a fase eliminatória da competição. “Penso que o importante é o que podemos fazer como seleção. Também temos Bryan (Ruiz) e Campbell”, disse o zagueiro Giancarlo González.

A equipe fez um treino fechado na manhã de ontem na Vila Belmiro, em Santos. Nos 15 minutos abertos à imprensa, foi possível ver Navas e o atacante Campbell, os principais nomes da equipe, serem poupados. Eles faziam apenas uma corrida leve em volta do campo. Segundo a comissão técnica, os dois não preocupam para o jogo contra a Holanda. Neste momento, histórico para a Costa Rica, ninguém quer perder a chance de estar em campo e tentar dar mais um passo no torneio.

Holandeses visitam favela no Rio Como estavam de folga, os jogadores da seleção da Holanda foram liberados para uma terça-feira de lazer. Alguns foram à praia e fizeram compras pela cidade, enquanto outros foram ao morro Dona Marta, na zona Sul do Rio de Janeiro. Nove atletas, entre eles os titulares Vlaar, Blind e De Vrij conheceram a comunidade, jogaram bola com algumas crianças e pintaram muros de laranja, cor do uniforme principal da seleção. A notícia triste do dia ficou por conta da lesão do volante De Jong, que teve constatado um estiramento na virilha e está fora da Copa. O jogador ficou desolado, mas vai continuar no Brasil. “Estou arrasado, mas faz parte. Jogando ou não, vou continuar com o grupo porque todos viemos aqui com uma missão e vamos continuar a cumpri-la”, disse De Jong.

Costa-riquenho sonha receber Luva de Ouro O goleiro Keylor Navas já é um nome marcado na história do futebol da Costa Rica. Além de grandes defesas no tempo normal, ele defendeu pênalti que garantiu os costa-riquenhos nas quartas de final da Copa do Mundo. O jogador do Levante-ESP garante que não pensa no prêmio Luva de Ouro, mas, se acontecer, será o maior momento da carreira. “Estou tranquilo, trabalhando passo a passo. (Ser eleito o melhor do Mundial) É um sonho para qualquer goleiro do mundo. Eu me preocupo em não deixar a bola entrar. Não penso nisso, mas, se conseguir, seria uma das coisas mais bonitas da carreira”, disse Navas, que recebeu um presente do hotel em que esteve hospedado no Recife. Um artista local produziu escultura em forma de melancia com o desenho da defesa que levou o povo da Costa Rica à loucura e a seleção às quartas de final.

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