CBR 600RR 2014

Modelo passou por uma renovação completa com atualizações vindas das irmãs de competição no MotoGP

iG Minas Gerais |

Encontro de Pará de Minas, como em 201, já está confirmado para agosto na praça da ferroviária.
ZC JACARÉ/JACAREMOTO.COM.BR
Encontro de Pará de Minas, como em 201, já está confirmado para agosto na praça da ferroviária.
Priorizando um dos segmentos de cilindrada que mais têm crescido no mundo, a Honda apresentou neste fim de semana no 22º Bike Fest de Tiradentes (tradicional e maior evento nacional de motos do Brasil) a nova CBR 600RR que será disponibilizada no mercado nacional em julho. O modelo tem DNA esportivo e grafismo herdados da Honda Racing Corporation (HRC), departamento que cuida das competições e destaca as suas cores: azul, branco e vermelho. Além de desenho agressivo, atraente e avançado a moto carrega equipamentos de ponta que a deixam ainda mais prazerosa de pilotar e sob total, e mais fácil, controle do piloto. Uma das novidades é o sistema de suspensão dianteira invertida (Showa BPF) com pistões internos maiores que absorvem 3,5 vezes mais os impactos que a moto sofre na pista. Resultando disso: maior eficiência, estabilidade e conforto ao piloto. Motor leve   O modelo conta com motor de quatro cilindros em linha, com duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), de 599 cc, quatro tempos, 16 válvulas e refrigerado a líquido. Desenvolve potência máxima de 120 cv a 13.500 rpm e torque de 6,73 kgfm a 11.250 rpm, sendo um dos mais espertos, com respostas rápidas e precisas sob o comando do acelerador. A CBR 600RR tem chassi com dupla trave em alumínio, que oferece excelente rigidez com o motor e quadro fazendo parte do conjunto. Outra inovação é o braço oscilante da suspensão traseira fixado diretamente ao motor, o que torna o conjunto mais leve e rígido. Essas inovações melhoram a manobrabilidade do modelo. A CBR 600RR estará disponível na versão standard, e a versão C-ABS chega até o fim do ano. As opções de cores são azul, branco e vermelho (grafismo HRC) e vermelho ao preço sugerido de R$ 49.500,00 e R$ 52.500 (C-ABS). Mais informações no www.honda.com.br MOTONOTÍCIAS * O meio motoclubista e suas festas de motociclistas vêm sofrendo um desgaste natural, que precede as mudanças naturais necessárias. Tudo está em movimento, muda-se e ajeita-se ao sabor das situações políticas e sociais etc. Os encontros de motos estão nessa fase e padecem de repetição de programação, do comércio como fim e da perda de identidade e do sentido do (jeito de ser) dos encontros tradicionais dos verdadeiros motociclistas como uma irmandade solidária e ordeira. * O encontro de motociclista, com raras exceções, já não é uma festa amadora, como antes, com o fim principal no prazer de uma boa prosa e de trocas de informações e culturas entre motociclistas, que tinham como estilo de vida viajar o Brasil (e até o mundo) sobre duas rodas. Os encontros aconteciam meio improvisados numa praça ou numa área vazia, e o som era mecânico, ao redor de onde todos se ajuntavam, proseavam sobre cidades, estradas, moto e suas modificações. * Hoje, as evoluções normais dos encontros foram, em alguns casos, radicais desvirtuando o sentido de integração das festas de motos. O show de rock já não é mais pra curtir, tem potência para a cidade toda saber da festa e quase não permite a velha e boa prosa de antes. Quase todos já estão sentindo a falta dos verdadeiros motoclubistas, que estão retornando ao tradicional motopasseio às cidades pequenas. Até o velho aceno de mão ao se cruzarem está acabando. * Os motociclistas de motos esportivas (não todos, evidentemente) também têm feito estragos nessas festas, aproveitando o país sem ordem. Muitos deles sentem prazer em fazer barulho ensurdecedor ao acelerar, até estourar, o giro do motor e o pneu, no meio da multidão, com risco de grave acidente. Numa festa ordeira desrespeitam a lei sem se incomodar com as pessoas e, o pior, não são nem advertidos pelas autoridades. * Muitos motociclistas de motos esportivas, com sua falta de respeito e de educação, estão criando rivalidade desnecessária no meio motociclístico até resultando em algumas brigas. Perturbam a festa, que não é só deles, e provocam, com o barulho ensurdecedor, os que querem ouvir o show de rock ou conversar. Relatados nas redes sociais, esse comportamento errado, ilegal, perigoso e abusivo, sem reposta da polícia, já comprometeu alguns tradicionais eventos, que começam a sentir o esvaziamento dos outros motociclistas.  * A infantilidade e a tolice (de novos e de maduros pilotos) chega ao absurdo e incrível ato de se acelerar, até o máximo, uma moto na porta de hotel às 5h da manhã. Eu mesmo que vos escrevo padeci com isso num evento nacional e concluí daí que o ser humano é o único bicho que tem o livre arbítrio e o usa até pra ser bobo ao estremo.  * Uma singela sugestão é a promoção de festa separada de motociclistas esportivos com liberação para exibições, e o respeito desses nos eventos tradicionais. A paz e a boa convivência é sempre a melhor opção. Assim, não devemos discriminar e hostilizar ninguém por sua roupa ou moto esportiva num encontro de motos. Devemos, sim, antes de brigar, exigir o cumprimento da lei e abominar o radicalismo e as generalizações perigosas.

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