Operário cai junto com telhado e fica ferido no Santo Antônio

No momento do desabamento, duas faxineiras, um porteiro e um aluno que participava de uma colônia de férias também estavam na escola, por sorte nenhum deles se feriu

iG Minas Gerais | Cinthia Ramalho |

A tarde desta terça-feira (01) foi de grande sorte para o operário Douglas Júnior de Oliveira Souza. Ele caiu de uma altura de aproximadamente nove metros, quando o beiral do edifício onde trabalhava, na Escola Municipal Presidente João Pessoa, localizada no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, desabou. Apesar da queda, o operário sofreu apenas escoriações leves e passa bem. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o hospital João XXIII, de onde já foi liberado.

O prédio da escola foi interditado pelos bombeiros e passa por uma análise da Defesa Civil. De acordo com o Tenente João Gustavo de Souza Cruz, do Corpo de Bombeiros, seis operários realizavam a troca da estrutura de madeira do edifício, quando o beiral não suportou o sobrepeso e caiu. Além dos operários, no momento do desabamento, duas faxineiras, um porteiro e um aluno que participava de uma colônia de férias estavam na escola. Nenhum deles ficou ferido.

O servente de pedreiro Wanderson da Rocha Pereira, 19, também trabalhava no local. Ele conta que estava na parte de baixo do prédio e se assustou quando a estrutura caiu. "Só ouvimos um estalo e aí o telhado caiu. Todo mundo se assustou muito, mas, graças a Deus não aconteceu nada com ele [Douglas]", relata. 

De acordo com o porteiro da escola, Sérgio Joaquim da Silva, 46, o prédio onde funciona a instituição de ensino possui cerca de 70 anos e já estava em obras há muito tempo. Segundo ele, as aulas estavam previstas para começar no dia 14 de julho. A Secretaria Municipal de Educação informou que não recebeu nenhuma informação oficial sobre o desabamento e que, por isso, não sabe informar se o início das aulas será prejudicado.

Segundo a assessoria de imprensa da Defesa Civil, o prédio ficará interditado até que a análise do edifício garanta que não haverá riscos de novos desabamentos.

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