Servidores da educação pedem interveção do MP em impasse com PBH

Professores municipais entregaram na tarde de segunda-feira (30) ofício pedindo ajuda aos promotores Maria Eunira e Eduardo Nepomuceno em relação a decisão da administração municipal de cortar o ponto correspondente aos dias de paralisação

iG Minas Gerais | BRUNA CARMONA / CAMILA KIFER |

Cerca de 80 professores municipais entregaram na tarde de segunda-feira (30) ao Ministério Público (MP) Estadual um ofício contra a medida da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) de cortar o ponto dos profissionais correspondentes aos dias de paralisação do movimento grevista.

Conforme informações de Luiz Roberti, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (SIND-REDE), a categoria entregou um oficio aos promotores Maria Eunira e Eduardo Nepomuceno pedindo intervenção do MP no caso. “Entendemos que a decisão da prefeitura foi arbitrária, sendo que os professores fizeram um acordo e se comprometeram em voltar as aulas no dia 14 de julho”, declarou.

Os profissionais suspenderam a greve, no dia 11 de junho, após a promessa da administração municipal de fazer uma proposta de reajuste salarial específica para a categoria. A nova proposta seria feita no dia 7 de julho. Assim, os educadores voltam as salas de aula ao fim do recesso de férias escolares (no dia 14 de julho).

Ainda conforme Roberti, a categoria irá cumprir com sua parte do acordo. “Vamos esperar a proposta da prefeitura no dia 7. No dia 10, faremos uma assembleia geral para decidir se aceitamos ou não”, explicou.

“Agora, se a prefeitura insistir em cortar o ponto dos profissionais há a possibilidade da categoria retornar a greve”, afirmou.    

A prefeitura voltou a declarar que mantém sua posição e a decisão de cortar o ponto correspondente aos dias de paralisação dos profissionais do movimento grevista.

Entenda

O pedido de intervenção do Ministério Público foi feito depois que a PBH enviou à Câmara Municipal um Projeto de Lei relacionado ao “pagamento de abono e reajuste salarial” dos servidores municipais e excluindo os profissionais da educação, que segundo a prefeitura, não aceitaram a proposta oferecida.

O texto enviado a Câmara estabelece que serão descontados nos contracheques do mês de junho/2014, a serem entregues em julho/2014, os valores correspondentes aos dias de paralisação dos servidores e empregados públicos que participaram do movimento grevista.