Herói atleticano, Victor vê seleção brasileira com sorte de campeão

No último jogo, seleção brasileira enfrentou o drama dos penais no Mineirão, situação foi a mesma vidida pelo Galo na Libertadores 2013

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Terço de Victor aumentou a fé de Julio Cesar no último sábado
Gaspar Nóbrega/VIPCOMM
Terço de Victor aumentou a fé de Julio Cesar no último sábado

No último sábado, a seleção brasileira enfrentou uma batalha emocional para superar o Chile, no Mineirão, e garantir a vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. No último minuto da prorrogação, o atacante chileno Pinilla acertou uma bola no travessão. O lance poderia dar fim ao sonho do hexa. Aos gritos de “Eu Acredito!”, os mesmos entoados pela torcida do Atlético na campanha que garantiu o inédito título da Libertadores, a seleção contou com uma inspirada atuação do goleiro Julio Cesar na disputa de pênaltis. Foram duas defesas e uma bola na trave.

Um dos heróis do título atleticano, o goleiro Victor avaliou positivamente os sinais que acompanham a seleção brasileira. Para o arqueiro, as situações enfrentadas pela equipe são semelhantes às vivenciadas pelo Galo no ano passado. 

“No meu caso no Atlético, existiram mais sinais que a conquista era possível.  Aquele pênalti contra o Tijuana foi isso. Era uma sorte de campeão. Eu vejo que aquela bola na trave no atacante do Chile foi um bom indício de que o Brasil tem situações a seu favor, claro com a competência dos nossos jogadores. Penso que vamos fortes para a próxima partida (contra a Colômbia)”, afirmou Victor.

Além dos indícios positivos, a fé foi outro ponto levantado pelo goleiro atleticano durante a dramática partida contra os chilenos. Antes da disputa de pênaltis, o jogador deu um terço para Julio Cesar. O objeto transformou-se em um amuleto do camisa 12 na memorável atuação. Curiosamente, as cobranças de sábado foram disputadas no mesmo lado que o Atlético conquistou a Libertadores, e Victor utilizou um terço  durante o drama dos penais.

“Existe fé e existe superstição. No meu caso levo para fé. Sou uma pessoa religiosa e tento reforçar meu lado espiritual. Naquele jogo, não tenho costume de levar meu terço para dentro de campo. Decidi no vestiário, sabia das dificuldades do jogo. Foi uma forma que encontrei de tentar fortalecer a mim e aos companheiros. Não foi premeditado entregar o terço ao Julio”, afirmou Victor.

“Foi o momento que me deu aquela inspiração. Perguntei se ele gostaria de levar para o gol. Expliquei a história e ele recebeu muito bem. Foi um reforço a mais para o Julio, mas não podemos deixar de enfatizar a competência dele. Se preparou para isso e tenho certeza que vai nos ajudar muito ao longo da competição”, concluiu o arqueiro alvinegro.