'Talentosa geração belga' supera paredão dos EUA e avança na Copa

De Bruyne e Lukaku marcaram os gols da Bélgica, enquanto Green descontou para os norte-americanos

iG Minas Gerais | VICTOR MARTINS |

Belgium's Romelu Lukaku, left, celebrates with Kevin De Bruyne after scoring his side's second goal during the World Cup round of 16 soccer match between Belgium and the USA at the Arena Fonte Nova in Salvador, Brazil, Tuesday, July 1, 2014. (AP Photo/Matt Dunham)
Belgium's Romelu Lukaku, left, celebrates with Kevin De Bruyne after scoring his side's second goal during the World Cup round of 16 soccer match between Belgium and the USA at the Arena Fonte Nova in Salvador, Brazil, Tuesday, July 1, 2014. (AP Photo/Matt Dunham)

Demorou. Mas finalmente a talentosa geração belga deu as caras na Copa do Mundo. É verdade que a vitória sobre os Estados Unidos por 2 a 1, nesta terça-feira, foi na prorrogação, mas a Bélgica foi muito superior aos americanos durante 105 minutos de jogo na Fonte Nova, em Salvador.

Assim, a equipe europeia está nas quartas de final, depois de suportar os 15 minutos finais com bastante pressão estadunidense. De Bruyne e Lukaku marcaram os dois belgas, aos 2 e 15 minutos do primeiro tempo, enquanto Green descontou no começo da etapa final do tempo extra.

Mas o grande personagem da partida foi o goleiro dos Estados Unidos. Tim Howard pegou quase tudo. Quase. O camisa 1 americano só não conseguiu defender duas de 38 finalizações da equipe belga. Na tarde em que a tão falada talentosa geração belga resolveu jogar bola, Tim Howard esteve praticamente perfeito desde começo. Antes mesmo do primeiro minuto ele já defendeu uma bola cara a cara com Origi.

E assim se desenhou toda a partida na Fonte Nova. A Bélgica marcando bem, atacando com intensidade e criando chances e mais chances de gol. Tim Howard teve a grande atuação de um goleiro na Copa do Mundo, às vezes com auxílio da pontaria ruim dos belgas. A pressão e domínio do jogo foi tão grande, que em 90 minutos foram 30 finalizações contra 5. Isso significa dizer que a Bélgica, em média, chutou uma vez a cada 30 minutos.

Se durante toda a partida a Bélgica não conseguiu superar o paredão americano, na prorrogação foram apenas dois minutos até marcar o primeiro gol do jogo. De Bruyne girou dentro da área e bateu fora do alcança de Tim Howard. Lukaku participou da jogada do primeiro gol e fez o segundo.

Na etapa final da prorrogação o Estados Unidos fez tudo o que deixou de fazer antes. Em apenas 15 minutos criou muito mais chances de gol e ainda fez, com Green. Tanto que na prorrogação os americanos chutaram mais, 9 finalizações contra 8. Mas não deu. A Bélgica chega forte para enfrentar a Argentina, de Messi, uma revanche da Copa de 1986, quando caiu na semifinal para a própria Argentina, então liderada por Maradona.

 

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