Messi e Di María podem dar título à Argentina, mas time decepciona

Gênio da camisa 10 tem sido decisivo, enquanto meia é o coadjuvante perfeito, mas Albiceleste pode mostrar muito mais

iG Minas Gerais | GABRIEL PAZINI* |

Messi tem sido decisivo, enquanto di María é o coadjuvante perfeito
douglas magno
Messi tem sido decisivo, enquanto di María é o coadjuvante perfeito

Além de espetacular, a Copa do Mundo está derrubando uma bobagem existente nos anos anteriores, o mito de que Lionel Messi não jogava nada pela Argentina. O craque decidiu todos os jogos da Albiceleste, seja com seus quatro gols na primeira fase, seja com a assistência para o tento de Ángel di María no triunfo sobre a Suíça na tarde desta terça-feira. E em todas as partidas, o camisa 10 jogou, e jogou muito, sendo o melhor em campo em todos os duelos.

E não é apenas Messi. Assim como no Real Madrid, Ángel di María tem sido, na seleção argentina, o coadjuvante perfeito para o craque de sua equipe. O camisa 7 também faz uma bela Copa do Mundo.

Nesta terça-feira, contra a Suíça, a Albiceleste teve o domínio das ações. Apesar de Messi sempre estar muito marcado, o time teve mais a bola e criou suas oportunidades. Benaglio trabalhou bem, fazendo boas defesas para a Suíça. No entanto, os hermanos também sofreram com os contra-ataques do adversário, que teve algumas chances claras ao longo do jogo. Di María, por sua vez, começou tentando jogadas pelo lado esquerdo, mas sempre era parado com faltas. O panorama mudou quando o camisa 7 trocou seu posicionamento com Lavezzi e foi para o lado direito.

No entanto, mesmo com a Argentina tendo a postura de um time favorito, a equipe tinha, como esperado, várias dificuldades contra a Suíça, que conseguiu aliar uma boa marcação com a criatividade e boa técnica de seus homens de meio-campo, principalmente Shaqiri, que fez uma bela partida. E o duelo cascudo foi para a prorrogação, criando toda a atmosfera de um verdadeiro tango argentino. O drama, porém, acabou quando Messi teve um pouco mais de espaço para fazer sua arrancada tradicional e tocar para di María dizendo: "faz". Os companheiros, que tem decidido os jogos para a Argentina nesta Copa do Mundo, decidiram mais uma vez.

E enquanto a dupla tem carregado a Albiceleste nos ombros até aqui, Higuaín, Agüero, Lavezzi e Palacio ainda não empolgaram no Mundial e a defesa tem cometido suas falhas. Mascherano, pelo contrário, faz um bom campeonato, e por mais estranho que possa parecer, o tão criticado Romero também está bem no torneio.

Pela genialidade e bola que estão jogando, Messi e di María tem condições de levar os hermanos ao tricampeonato, no entanto, é claro que o futebol apresentado pela Argentina não empolga. O time é confuso. A defesa não transmite segurança alguma e o meio-campo não dá outras alternativas para a equipe. A entrada de Maxi Rodríguez na meia-cancha poderia dar mais cadência ao time, que precisa variar seu jogo, que é sempre vertical. Assim como o Brasil, a Albiceleste usa muitas ligações diretas. Quando a bola passa pelos pés de Mascherano no centro do campo, o volante logo distribui a pelota para um dos homens mais ofensivos. É muito pouco e a Argentina pode fazer mais. O futebol da equipe de Sabella tem sido decepcionante por enquanto.

*com supervisão de Leandro Cabido

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