'Nada me surpreende em política', diz Padilha após rompimento do PP

Apesar de prometer que apenas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) será seu adversário nas eleições de outubro, ex-mministro adotou um discurso com ataques velado ao candidato do PMDB

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Após sua campanha sofrer mais um revés com o rompimento do PP se aliando a Paulo Skaf (PMDB), o candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (1º) que nada o "surpreende em política".

Apesar de prometer que apenas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) será seu adversário nas eleições de outubro, Padilha adotou um discurso com ataques velado ao candidato do PMDB tentando colar nele o alinhamento com velhas forças políticas do Estado e ainda insinuando que ele esconde a presidente Dilma Rousseff.

Nos últimos meses, Padilha e Skaf travam um embate para se apresentar ao eleitorado como candidato da mudança para se contrapor a Alckmin. Na segunda-feira (30), Skaf ainda conseguiu tomar do petista o apoio do PP, do deputado Paulo Maluf, tirando um minuto do tempo de propaganda partidária do petista, o que deve lhe garantir o maior espaço.

A mudança de rota de Maluf e seu partido ocorreu um mês após o congressista posar para uma foto com Padilha declarando apoio. Nesta terça-feira, depois de reunir líderes do PCdoB e do PR, o candidato do PT evitou polemizar com a saída do PP, mas lembrou que o apoio dele a Skaf dividiu a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em três campos.

"Faço política desde muito pequeno, durante sete anos fui da coordenação política do governo Lula, lidando diariamente com o Congresso Nacional, então, digo que nada me surpreende na política", afirmou.

"Nesta eleição houve três composições de força. A que está no comando do Estado há 20 anos; outra dos ex-governadores, que comandaram o Estado nos 20 anos anteriores, e a nossa coligação, que representa a mudança", disse.

Padilha disse que o arranjo dos partidos para a disputa deixou mais claro que haverá segundo turno na briga pelo governo do Estado.

O petista disse ter a certeza de que vai polarizar a disputa com Alckmin. "Acabou a bateria do PSDB e pilha fraca não conseguiu recarregar. Nunca foi tão solida a hipótese de segundo turno em São Paulo. Nós vamos apresentar um projeto alternativo ao PSDB, que será nosso único adversário", disse.

Afilhado político do ex-presidente Lula disse que ele é o maior cabo eleitoral do Estado. Padilha, que ainda é considerado pouco conhecido entre o eleitorado, minimizou a redução do tempo de TV. "Teremos o suficiente porque termos o que dizer. Não fico dialogando com a militância apenas no sofá. A força política vai tomar conta das ruas de São Paulo", disse.

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