Após derrota, técnico da Suíça anuncia aposentadoria

Ottmar Hitzfeld seguirá no futebol, mas como comentarista esportivo em uma rede de televisão na Alemanha

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

O técnico alemão Ottmar Hitzfeld, 65, comandante da seleção suíça, anunciou nesta terça (1º) a sua aposentadoria da função de treinador. A sua equipe perdeu para a Argentina, por 1 a 0, na prorrogação e foi eliminada da Copa do Mundo.

"Eu vou continuar como comentarista na TV alemã, porque não perco jogos quando estou trabalhando como jornalista", disse Hitzfeld.

"Minha carreira acaba aqui. Foi muito bom ser técnico de futebol e uma honra trabalhar para a Suíça e tenho orgulho de dizer adeus a essa equipe com o coração repleto de emoções", afirmou.

O técnico, cujo irmão mais velho morreu na madrugada de segunda (30) para terça-feira (1º), fez muitos elogios ao desempenho de sua equipe.

Um porta-voz da Associação Suíça de Futebol anunciou antes da entrevista coletiva que o técnico não falaria sobre a morte de seu irmão Winfried.

"O orgulho é maior do que a dor da eliminação", diz. "O time mostrou paixão e amadurecimento tático. Ficamos calmos. No primeiro tempo, tivemos duas boas chances. No segundo, a Argentina cresceu", afirma.

Os últimos três minutos da prorrogação resumem tudo o que pode acontecer na vida de um técnico", disse. "Saímos de cabeça erguida. Estou certo de que a Suíça conquistou vários admiradores depois desse Mundial."

O treinador, que havia prometido parar Messi, lamentou que, por pouco, não conseguiu ter êxito na sua intenção.

"Messi só pode ser parado se há três ou quatro jogadores com ele a todo momento. O passe para Di María foi perfeito, assim como a conclusão, o que mostra como foi difícil vencer nosso goleiro Diego Benaglio ", afirmou.

Indagado sobre o comportamento defensivo de sua equipe e se ele havia se arrependido de não ter atacado mais o time sul-americano, Hitzfeld foi direto.

"Ficou claro o que pode acontecer se você der espaço aos argentinos. Se os tivéssemos atacado mais, talvez fôssemos levado mais gols do que levamos diante da França", disse o técnico, em referência à derrota por 5 a 2, pela primeira fase da Copa.

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