Segurança do metrô é demitido após suspeita de agressão a estudante

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a garota no chão, com o rosto ensanguentado, e um segurança sendo afastado do local aos gritos de "desgraçado"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A concessionária Via Quatro, responsável pela linha 4-amarela do metrô, demitiu o segurança envolvido em uma suposta agressão a uma estudante de 24 anos dentro da estação Butantã, em São Paulo. O caso aconteceu no último dia 24.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a garota no chão, com o rosto ensanguentado, e um segurança sendo afastado do local aos gritos de "desgraçado". Por meio de nota, a concessionária disse que a demissão ocorreu na última quinta-feira (26).

"Na apuração ficou constatado que, apesar de a usuária ter pulado a catraca que dá acesso à área de embarque, a atitude do funcionário é inaceitável e está em completo desacordo com os princípios que norteiam a política de prestação de serviços e de respeito aos clientes da ViaQuatro", informou a empresa.

No boletim de ocorrência, a estudante relatou à polícia que havia colocado crédito em seu Bilhete Único em uma máquina de autoatendimento da estação. No entanto, quando tentou passar pela catraca, a máquina informou que não havia créditos no bilhete.

A passageira argumentou com um segurança da estação, dizendo que havia algum erro. Segundo o relato, o vigilante pediu para ela procurar o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). A mulher, então, passou pela catraca sem pagar a tarifa. Na versão dela, a estudante foi perseguida e agredida no rosto por um segurança. O nome da garota foi preservado a pedido da família.

À polícia seguranças afirmaram que tentaram deter a jovem após ela passar pela catraca sem pagar. Eles disseram que a estudante tentou agredi-los. O relato não diz, no entanto, se eles ficaram feridos.

A PM relatou no boletim de ocorrência que foi encontrada uma porção de maconha com a garota. A quantidade não foi divulgada. Augusto Pessin, advogado da família, afirma que nenhum porte de droga justifica "o espancamento que a jovem sofreu."

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