Apesar de festa com Dilma, pré-sal não repõe queda de outras áreas

A produção diária de petróleo no Brasil pela Petrobras atingiu a média de 1,975 milhão de barris por dia em maio, informou a presidente da empresa, Maria das Graças Foster

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Empresa ficou impedida de importar, exportar e de participar das rodadas do pré-sal
Antonio SCORZA / afp photo - 19.11.1999
Empresa ficou impedida de importar, exportar e de participar das rodadas do pré-sal

Mesmo atingindo a marca de 515 mil barris produzidos por dia no pré-sal --comemorada nesta terça-feira (1) com a presença da presidente Dilma Rousseff--, a Petrobras ainda não conseguiu superar a faixa de 2 milhões de barris produzidos no país por dia, na qual tem operado nos últimos anos, devido ao declínio da extração em outras áreas.

A produção diária de petróleo no Brasil pela Petrobras atingiu a média de 1,975 milhão de barris por dia em maio, informou a presidente da empresa, Maria das Graças Foster.

O volume é 2,2% superior à média de abril, quando bateu 1,933 milhão de barris. A meta da empresa é elevar a produção média diária a um crescimento médio de 7,5% até o fim de 2014.

OUTRAS METAS

Considerando a produção média de 2013, de 1,93 milhão de barris por dia, o número a ser atingido é de 2,07 milhões de barris até o fim deste ano.

Em relação ao número de maio, a produção precisa avançar, ainda, 4,8% para atingir a meta estipulada pela empresa.

Incluídos os volumes de gás extraídos em maio, a produção avançou, em relação a abril, no mesmo patamar, de 2,2%, passando de 2,335 milhões de barris para 2,385 milhões de barris. Em comparação a maio de 2013, a produção só de petróleo cresceu 7,7%. Considerando gás e petróleo, cresceu 3,5%.

JUSTIFICATIVAS

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, justificou o fato de a produção ainda estar no mesmo patamar pelo declínio da produção na Bacia de Campos, da ordem de 10% ao ano.

"Precisamos repor uma queda de cerca de 200 mil barris na produção média diária, a cada por ano", disse o executivo.

Sobre o fraco desempenho da empresa na Bolsa de Valores, Graça disse que a recuperação do valor das ações da Petrobras "é questão de tempo".

"O valor de mercado da Petrobras cresceu quatro a cinco vezes desde 2003. É necessário apenas tempo para fazer o que estamos dizendo o que vamos fazer dentro das metas estabelecidas. A hora em que eu entregar o que estou dizendo que vou entregar, tenho certeza de que as ações vão voltar a uma posição de melhor remuneração a seus acionistas".

Ela disse, ainda, que está "sendo muito cobrada pelo conselho" sobre os indicadores econômicos. Um deles refere-se ao endividamento da companhia.

Graça deve trazer a relação entre dívida e geração de caixa, um dos indicadores de endividamento observados pelo mercado, para 2,5% até o fim de 2015. Hoje este indicador está em 4%.

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