Técnica aumenta tempo de conservação de órgãos para transplante

Os primeiros testes realizados em animais mostraram que fígados superesfriados foram bem aceitos mesmo depois de três dias retirados

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Processo de 'superesfriamento' triplica tempo de preservação de órgãos
HAVARD UNIVERSITY/BBC/DIVULGAÇÃO
Processo de 'superesfriamento' triplica tempo de preservação de órgãos

O transplante de órgãos sempre foi um desafio para a medicina, tanto pela resistência das pessoas em se tornar doadores quanto pelas dificuldades de transporte e preservação dos órgãos transplantados.

Entretanto, resultados de uma pesquisa realizada pelo projeto 'Korkut Uygun' encontrou uma possível solução para armazenar por mais tempo órgãos em condições de serem transplantados.

A técnica é baseada no "superesfriamento" e refrigeração desses órgãos. Os primeiros testes realizados em animais mostraram que fígados superesfriados foram bem aceitos mesmo depois de três dias retirados. Atualmente, um fígado mantem-se em condições por no máximo 24h.

Enquanto uma máquina inveja nutrientes no órgão, ele permanece resfriado com temperatura de 6°. O processo de superesfriamento ajuda a diminui o metabolismo das células, evitando que elas morram mais rapidamente.

Em entrevista à BBC, o pesquisador da Escola de Medicina de Harvard, envolvido no projeto juntamente com outros acadêmicos americanos, relatou que a técnica pode proporcionar o compartilhamento de órgãos pelo mundo todo. "Isso poderia basicamente eliminar a espera por um órgão. Mas essa é uma previsão extremamente otimista", disse. As conclusões do estudo foram publicadas na revista 'Nature Medicine'.

A pesquisa ainda precisará passar por outros testes. Inicialmente, os primeiros resultados em órgãos de ratos deixou os pesquisadores empolgados. Entretanto, o maior desafio deles é ter o mesmo sucesso que obtiveram em um fígado de rato de 10g com um fígado humano de 1,5 kg.  

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