Chefe da Red Bull confessa que não esperava motores tão defasados

Christian Horner afirmou que previa queda de desempenho, mas não da forma como vem ocorrendo nesta temporada

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Divulgação/Red Bull
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Apesar das seguidas críticas ao mau desempenho dos motores Renault nesta temporada da F-1, a Red Bull já suspeitava desde 2012 que os propulsores franceses pudessem deixar a desejar.

Em evento da equipe tetracampeã mundial realizado nesta terça-feira (1º) em Milton Keynes, na Inglaterra, onde fica a sede do time, Christian Horner, chefe da equipe austríaca, afirmou que as dúvidas vêm desde a temporada em que a Red Bull conquistou seu terceiro título.

"No final de 2012 nós avisamos que estávamos preocupados com a direção que o projeto estava tomando. Mas desenhar e produzir motores não é nossa área de expertise, nem deve ser, já que somos produtores de chassis", disse Horner.

"Honestamente não acredito que nenhum de nós podia imaginar que os motores Renault estariam tão defasados como têm sido", completou o dirigente, que após o GP da Áustria, há nove dias, afirmou que a performance dos propulsores franceses era "inaceitável".

Desde a pré-temporada da F-1 os carros equipados com motores da Renault têm sofrido com seguidos problemas.

Com o início do Mundial, o cenário só piorou e a fabricante francesa só conseguiu vencer uma das oito etapas já disputadas. Foi no Canadá, quando Daniel Ricciardo acabou sendo ajudado pelos problemas nos carros da Mercedes.

Lewis Hamilton abandonou a prova em Montréal e Nico Rosberg, que liderava a corrida, também teve uma falha em seu Mercedes e acabou cedendo a posição ao australiano. Todas as outras corridas foram vencidas pela Mercedes.

Os times equipados com motores da fabricante alemã somam 18 pódios até aqui, contra apenas cinco dos que usam propulsores Renault e somente um da Ferrari. A próxima etapa, o GP da Inglaterra, acontece neste domingo, às 9h (de Brasília).

De acordo com Horner, o fato de a fabricante francesa, diferentemente de suas duas concorrentes, não ter uma equipe própria e não se focar em apenas um time pode explicar o motivo dos problemas recentes.

"Neste caso você acaba nunca conseguindo satisfazer a todos. Quando olhamos o que a Ferrari faz, por exemplo, os times que compram seus motores têm de adaptar seus carros a eles. Assim como ocorre na Mercedes", afirmou o chefe da Red Bull.

"A Renault, por outro lado, tenta deixar todos os seus consumidores satisfeitos, o que é de se admirar. Mas talvez esta não seja a melhor maneira de ser competitivo".

No paddock circulam rumores de que a Renault estaria interessada em vender sua fábrica em Viry-Chatillon, na França, e que a Red Bull seria uma das interessadas em assumir as operações e passar a ser sua própria fabricante de motores.

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