Show de imagens e curiosidades

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira / Douglas Magno |

Organização.Fotógrafos são conduzidos por um cordão para registrarem a entrada dos times
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Organização.Fotógrafos são conduzidos por um cordão para registrarem a entrada dos times

As imagens são plasticamente perfeitas. Luz, foco e disparo precisos. A bola sobre a linha, o puxão na camisa, a lágrima que cai dos olhos. Tudo é registrado pelos 1.100 fotógrafos escalados para eternizar a Copa do Mundo do Brasil.

Para que tudo fique perfeito, é preciso organização. Antes de mais nada, o fotógrafo credenciado recebe da Fifa duas opções de lugares para ficar: o gramado e a tribuna de imprensa, do lado das cadeiras. A solicitação é feita com antecedência por meio do sistema de imprensa da competição.

A retirada do tíquete acontece três horas antes da partida, por ordem de chegada. Por isso, tem cara que “madruga” na porta do centro de imprensa para pegar um bom lugar. As agências internacionais, por sua vez, têm lugar cativo. Getty Images, Reuters, AFP e AP possuem os quatro primeiros lugares próximos das bandeirinhas de escanteio, outro no centro do campo e mais um na tribuna de imprensa. Já perto dos bancos de reservas há apenas fotógrafos da própria Fifa.

Local de trabalho definido, os fotógrafos ocupam as cadeirinhas dispostas com cabo de rede para envio imediato das imagens para as redações, algo que não se vê normalmente em outras competições esportivas pelo Brasil.

A turma só deixa sua posição na hora de fazer a foto posada dos times. A cena curiosa é coordenada por voluntários e cordas para que não haja correria.

Em São Paulo, na abertura da Copa, a quantidade de profissionais era tanta que deixou a área superlotada. Como a proximidade do campo com as arquibancadas era pequena, até os gandulas tiveram dificuldades de andar de um lado para o outro.

No jogo entre Brasil e México, em Fortaleza, os fotógrafos tomaram um banho dos esguichos de água. São os percalços do ofício. Ainda bem que estava calor.

Transmissão. A geração de TV da competição para todo o mundo é feita somente pela Fifa. São 34 câmeras espalhadas por todo o estádio, incluindo as imagens do helicóptero, da Spider (aquela câmera presa por cabos de aço) e as steadycam (presas junto ao corpo dos cinegrafistas).

Mas, na hora do “vamos ver”, vale improvisar. No jogo do Brasil em Fortaleza, chamou a atenção a “colinha” que o cinegrafista central da tribuna tinha com a foto dos jogadores do México. Por causa da claridade, um cinegrafista usou papelão para conseguir enxergar melhor o monitor do equipamento na partida entre Brasil e Camarões, em Brasília.

Olho no lance Haja clique. Já imaginou quantos cliques um fotógrafo dá em cada partida? A reportagem de O TEMPO foi em busca de uma resposta. Cada fotógrafo faz, em média, 1.200 imagens por jogo. Como a quantidade aproximada de profissionais por jogo é 150, cada partida chega a ter 180 mil registros. Vale tudo. Para uma bela foto, é preciso achar um belo ângulo, nem que para isso se dispense a presença física do fotógrafo. No estádio ou pela TV, o torcedor já deve ter notado aquele monte de equipamento atrás dos gols. São as câmeras remotas, disparadas por controle remoto ou cabos.

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