Argentina e Suíça decidem vaga nas quartas

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Depois de Messi, Di María (foto) é a grande esperança do ataque da Argentina
MARCELLO ZAMBRANA
Depois de Messi, Di María (foto) é a grande esperança do ataque da Argentina

Em busca do seu terceiro título mundial, a Argentina tem uma nova Suíça pela frente. Uma equipe que sofre muito mais gols, mas também faz mais gols. Esse é o desafio que Messi e companheiros têm pela frente, nesta terça, às 13h, no Itaquerão, em São Paulo, pelas oitavas de final da Copa. Quem vencer o duelo vai jogar contra o vencedor de Bélgica e Estados Unidos nas quartas de final da competição. Com três vitórias em três partidas, a Argentina chegou ao Mundial como uma das favoritas. Embora Messi tenha quatro gols, sendo, pelo menos, um a cada jogo, a equipe de Alejandro Sabella ainda não teve uma grande atuação no torneio. Até por isso, o camisa 10 segue como a principal aposta para o confronto desta tarde.

“Messi está fazendo um grande Mundial, como todos esperavam, inclusive ele mesmo, seus companheiros e o público argentino. Estamos muito felizes e é um jogador determinante para nós”, disse Sabella nessa segunda, que mais uma vez deposita muita confiança em seu craque.

No que depender do retrospecto defensivo da Suíça, Messi deve estar muito animado. Depois de sofrer apenas um gol nas sete partidas somadas que disputou pelas Copas de 2006 e 2010, somente nos jogos da primeira fase foram seis gols sofridos em 2014.

Por outro lado, o ataque também está mais eficiente. Se nos dois últimos Mundiais foram cinco gols em sete jogos, agora a Suíça já sete em três partidas.

O cara. Até por ter uma defesa mais vulnerável do que em anos anteriores, os europeus já avisaram que Messi vai receber uma marcação especial.

O trabalho para anular a força ofensiva da Argentina vai começar com Drmic, que é o centroavante da equipe.

“Devemos permanecer focados e disciplinados, agindo com cautela, mas mantendo nossa densidade. O trabalho defensivo não começa nos zagueiros. O atacante será o primeiro defensor. Tenho confiança em cada jogador e na equipe”, disse o goleiro Diego Benaglio, que não teve medo de afirmar que sua seleção vai jogar na retranca nessa terça-feira.

Apesar de Messi ter marcado quatro dos seis gols da Argentina, o Ferrolho Suíço precisa funcionar para anular outras importantes peças.

Além do camisa 10, a equipe de Sabella ainda conta com Di María, Higuaín e pode ter Lavezzi, no lugar do lesionado Aguero. Então, haja retranca.

Do samba ao futebol Para receber bem a grande quantidade de torcedores argentinos que estão na cidade, a Prefeitura de São Paulo destinou duas áreas para que os estrangeiros tenham um pouco mais de tranquilidade e conforto enquanto estiverem na capital paulista. O sambódromo e o autódromo de Interlagos estão sendo usados como áreas de camping. Não existe um número oficial, mas a expectativa é que mais de 50 mil argentinos estejam em São Paulo. Muitos deles sem ingressos, como já aconteceu no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Porto Alegre, as cidades que já receberam jogos da Argentina nesta Copa do Mundo.

Suíços com fome Apesar de contar com vários jogadores muçulmanos, a Suíça não terá ninguém em jejum na partida contra a Argentina. Mesmo em pleno Ramadã, período em que os adeptos do islã não se alimentam durante o dia, os suíços que seguem a religião revelaram que não é possível fazer o jejum durante a realização da Copa do Mundo. “Especialmente com o clima que faz aqui, muito calor, nós temos que repor energia. Comer e beber é importante nesse momento. Respeitamos sim (o Ramadã), mas vamos seguir o jejum somente depois, agora não é o momento”, ressaltou o volante Behrami.

Adeus Bahia Depois de 20 dias hospedada em Porto Seguro, a delegação da Suíça se despediu do Sul da Bahia. Mesmo em caso de classificação diante da Argentina, os europeus não vão retornar para a cidade do litoral baiano. Em caso de eliminação, é óbvio que eles vão voltar para casa. Se a seleção da Suíça chegar até as quartas de final, ela vai para Brasília, local do jogo da fase seguinte. E assim vai ser até o final da Copa do Mundo. A Suíça optou em seguir a cidade em que for jogar, já que pela chave que está, não tem mais partidas no Nordeste brasileiro.

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