Dilma enaltece parceria com Pezão e Paes durante evento no RJ

Clima de cumplicidade, adotado também nos discursos dos dois pré-candidatos, ocorre após crise cujo estopim foi a adesão de parte do PMDB do Rio à campanha de Aécio Neves

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Com quatro palanques no Rio, Dilma enaltece parceria com Pezão e Paes
AP Photo/Eraldo Peres
Com quatro palanques no Rio, Dilma enaltece parceria com Pezão e Paes

A presidente Dilma Rousseff voltou a enaltecer, na noite desta segunda-feira (30), a parceria entre governo federal e o PMDB do Rio, durante evento de entrega de 998 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro do Estácio, centro do  Rio de Janeiro.

A presidente, que terá lugar no palanque de quatro candidatos ao governo do Rio de Janeiro, fez diversas referências entre a parceria, como ela mesmo disse, "herdada do relacionamento entre o ex-presidente Lula com o ex-governador do Rio Sérgio Cabral".

Ignorando o fato de ter um pré-candidato do PT na disputa, o senador Lindbergh Farias, Dilma disse que o governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Eduardo Paes representam "o que nós [o governo federal] conseguimos de melhor no Rio".

"Vocês todos sabem que ninguém consegue nada sozinho. É preciso que se tenha parceiros, ter time, porque senão você não ganha, não consegue realizar, não consegue defender aqueles que você quer defender", disse para uma plateia de quase mil beneficiados do programa, que aplaudiam animadamente a presidente a cada frase mais dita com mais entusiasmo.

"E eu tenho um time. Eu tive no Rio a parceria do Pezão e do prefeito Paes. Esses dois representam o que nós conseguimos de melhor aqui no Rio", acrescentou.

O clima de cumplicidade, adotado também nos discursos de Paes e Pezão, ocorre após crise cujo estopim foi a adesão de parte do PMDB do Rio à campanha de Aécio Neves (PSDB) à presidência.

Chegou a ser criada no início do mês a aliança batizada de "Aezão", entre partidários de Pezão e do senador mineiro. Paes, que também é do PMDB, foi o primeiro a desembarcar da empreitada ao afirmar que faria campanha para Dilma e que mobilizaria outros prefeitos do estado para fazer o mesmo.

Dias depois, Pezão voltou atrás e disse que abriria espaço para Dilma em seu palanque. Além de Pezão, Dilma terá lugar nos palanques de Lindbergh Farias (PT), Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB) no Estado.

Pezão, que discursou antes da presidente, deixou de lado os eventos recentes e afirmou que a parceria "está caracterizada como nunca". Pezão citou o programa de ocupação das favelas, que recebeu apoio do governo federal, e disse que Dilma "foi responsável por tirar do papel os sonhos" do governo do Estado do Rio.

"Isso que é parceria (...). A presidente continua a nos ajudar a liberar essas comunidades do tráfico. Entrar com a paz não tem preço. Esse estado não pode perder esse entendimento", afirmou.

Paes foi o primeiro a discursar e também o primeiro a enaltecer o trabalho conjunto entre as três esferas de governo. "Viva a presidente Dilma, viva o governador Pezão e viva a parceria no Rio de Janeiro", disse ele ao final de seu discurso.

Os imóveis do Minha Casa Minha Vida foram construídos no terreno onde funcionou por décadas o antigo presídio da Frei Caneca, no pé do morro do São Carlos, a poucos quilômetros do centro do Rio.

Dois conjuntos de apartamentos de 47 metros quadrados cada foram distribuídos para pessoas que moravam em favelas e que perderam suas casa na chuva de 2010. As famílias contempladas têm renda bruta de até R$ 1.600 por mês.

O investimento total na construção do conjunto que tem 24 blocos no total foi de R$ 62,8 milhões. Os condomínios foram batizados de Zé Keti e Ismael Silva, sambistas que foram moradores ilustres do bairro.

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