Mercado Central é passagem obrigatória de gringos em Fortaleza

Local vende roupas, artesanato e comida e tudo parece atrair a atenção dos estrangeiros

iG Minas Gerais | Daniel Ottoni |

A fisionomia de muitos que circulam pelo Mercado Central de Fortaleza deixa clara a invasão de gringos na cidade. As diferenças entre os estrangeiros e os locais são grandes, a começar pela língua e passando pelo tipo físico e algumas reações. A cidade se prepara para receber, na sexta-feira, o confronto entre Brasil e Colômbia, pelas quartas de final do Mundial. 

Apesar das poucas semelhanças, nada impede os entendimento entre brasileiros e gringos. 

As norueguesas Hilda Brandt e Helene Vollsgeter admiravam as roupas vendidas do Mercado, ao lado dos maridos, quando foram abordadas pela reportagem. Relutaram em tirar fotos, já que o calor denunciava o sofrimento delas na capital cearense. “Esta já é a terceira vez que venho para a cidade, mas dessa vez a temperatura está alta demais. Tem certeza mesmo de que quer uma foto?”, brincou Hilda, enxugando a testa suada.

Os vestidos feitos à mão não foram comprados por elas, que saíram de mãos vazias do Mercado. Mas não faltaram elogios. “São roupas para o Brasil mesmo. Isso seria impensável para o nosso país. Lá precisamos de roupas em cima de mais roupas”, descontrai.

Elas vieram para uma viagem de nove dias ao Brasil passando somente pela capital cearense, que parece ter caído no gosto do quarteto europeu. “O Mercado daqui é muito bom, assim como as praias. Difícil falar o que é melhor”, admitem, lembrando que não deixaram de comparecer a dois jogos do Mundial.

Depois de verem dois jogos da Copa do Mundo na Arena Castelão, elas voltaram na última segunda-feira para casa, de onde torcerão pelo Brasil pela TV.

Finlandeses saem com sacolas cheias

De uma terra não muito distante da Noruega, também estiveram no Mercado Central os amigos finlandeses Risto Pehkonen, Jarmo Kunta e Harri Rindell. Ao contrário dos dois casais, estes sim colocaram a mão no bolso para levar presentes para as famílias. A preferência ficou pelas roupas, que devem ter boa aceitação quando estiverem no Velho Continente.

Afinal, quem mais teria algo parecido como os vestidos de renda brasileiros por lá? “O preço aqui é muito barato. Mas o melhor de tudo é a comida. Picanha ao ponto!”, Kunta dizia, fazendo questão de mostrar o que aprendeu. Mesmo debaixo de sol forte, eles não mostravam incômodo. “Somos resistentes. Não é todo dia que temos um clima como esse”, admite.

Aproveitando a presença dos gringos, o vendedor de travesseiros ortopédicos Luciano Albuquerque tentava identificar os gringos antes de soltar a voz. “Flight pillow, flight pillow now, come here”, bradava.

Antes da Copa, seu produto tinha um nome. Mas com a presença de tantas nacionalidades, ele fez questão de aprender o nome em inglês para tentar aumentar suas vendas. “A aceitação está sendo boa, graças a Deus”, comemora. Bem ao lado do agitado Mercado, a tranquilidade e o silencia da Catedral Municipal destoavam. Mesmo em um outro ambiente, o local também recebia a visita de gringos, que se maravilharam com o tamanho dos altares e da própria construção.

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