De volta a SP, Sabella pede boa relação entre Brasil e Argentina

Treinador morou em solo brasileiro nos anos 80, quando atuou no Grêmio, e nos anos 2000, treinando o Corinthians

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Alejandro Sabella morou duas vezes no Brasil. Embora não demonstre nas entrevistas coletivas da Copa do Mundo, fala bem a língua portuguesa. Em nome das boas lembranças que carrega, o técnico argentino defende que a relação entre os dois países vá muito além do futebol.

Nesta terça (1º), quando a Argentina enfrentar a Suíça, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, ele vai se reencontrar (de certa forma) com o Corinthians, clube em que trabalhou por quatro meses em 2005. Ele era auxiliar técnico de Daniel Passarella. A partida diante dos suíços será no Itaquerão.

"Infelizmente agora sou treinador. Sempre tenho recordações. Não fiquei muito tempo aqui [no Corinthians]. O Brasil é muito exigente em relação ao futebol. É um país lindo para viver. Sempre vi como um país irmão, além da rivalidade esportiva. São dois motores da América Latina para um continente grande", discursou o treinador.

Sabella foi assistente de Passarella por oito anos. Deixou boas lembranças no Corinthians, apesar do seu então chefe, que não era querido pelos jogadores.

"Ele resolvia tudo. Qualquer problema era o auxiliar que cuidava. A gente levava para o Alê. Não para o Passarella", disse o lateral Gustavo Nery, então jogador do Corinthians, em entrevista à Folha de S.Paulo em maio deste ano e chamando o assistente pelo apelido que tinha no clube.

Antes de passar pelo Corinthians, Sabella já havia morado no Brasil quando era jogador. Foi meia do Grêmio, em 1985 e 1986. Em entrevistas, já disse que Valdir Espinosa foi um dos técnicos que marcaram sua carreira.

A passagem pelo Parque São Jorge durou até maio de 2005, quando o Corinthians levou uma goleada por 5 a 1 do São Paulo.

A rivalidade entre Brasil e Argentina preocupa a organização da Copa do Mundo. Em jogos do torneio, foram registrados momentos de tensão entre as duas torcidas, que podem apenas se agravar caso se enfrentem em campo. Apesar de reconhecer a rivalidade, Sabella pede apenas que o torneio transcorra sem brigas.

"Em todos os lados que jogamos, tivemos apoio da nossa torcida. O mais importante é que exista um bom comportamento do público, em paz. Isso é o que espero", concluiu.

Leia tudo sobre: sabellaalejandroargentinoCopa do Mundo