Assistir aos jogos da Copa em camarote é uma delícia

Entre um público predominantemente masculino, as mulheres que vão aos camarotes do Mineirão estão carregadas de grifes famosas e caras

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Variado bufê com pratos quentes e frios fica disponível o tempo todo para os convidados dos badalados camarotes
FOTOS OSVALDO RAMOS
Variado bufê com pratos quentes e frios fica disponível o tempo todo para os convidados dos badalados camarotes

No hall de um hotel da zona Sul de Belo Horizonte, uma profusão de idiomas e cores de camisas de times se misturam harmoniosamente. Ao menos três balcões esperam os eleitos aos camarotes para mais um dia de jogo no Mineirão pela Copa do Mundo.

Na maioria, são executivos que as empresas querem fazer algum agrado, num networking bem planejado e até mesmo funcionários sorteados. E põe agrado nisso. Do hotel, transporte com passagem livre nas imediações do estádio. Entrada rápida, sem andar muito, e aí começa uma festa diferenciada. Uma fita de tecido é colocada no pulso do convidado por recepcionistas sorridentes e que dá acesso a um andar de carpete onde estão os camarotes.

Entre um público predominantemente masculino, as mulheres que vão aos camarotes do Mineirão estão carregadas de grifes famosas e caras. Vêem-se facilmente bolsas a tiracolo da francesa Louis Vuitton e do estilista norte-americano Michael Kors, o mesmo de Carminha, da novela Avenida Brasil. Nas orelhas, brincos de brilhantes, mas num estilo low-profile, nada de ostentação. Óculos para rebater o sol podem ser um Ray-Ban, nos pés femininos têm tênis e, às vezes, sandálias de salto alto, claro. Nos homens, óculos de sol Prada são bem-vindos. Camisetas Ralph Lauren também.

Mordomia. Enquanto eu tomava um Cucumber Collings – drink com pepino muito refrescante e adequado para o dia quente do jogo entre Costa Rica e Inglaterra –, o barmen Newmar me contou que foram consumidos no jogo Argentina e Irã quatro litros da vodca Ketel One, duas garrafas do gin Tanqueray, duas garrafas da cachaça Ypioca, duas garrafas do rum Zacapa e inúmeras long-necks de cerveja. Além do champanhe francês Taittinger bem gelado. Há dez anos na profissão, o barmen conta que a Copa está valendo a pena. Ele ganha R$ 220 por dia em cerca de doze horas trabalhadas. “No mercado de BH, eu ganho R$ 150 por sete horas. A gente ganha pouco, mas se diverte”, brinca.

Enquanto eu passeio pelo corredor de camarotes protegida da multidão lá fora, uma atendente uniformizada me conta que essa ala em que estou tem os melhores camarotes porque eles são privativos. “No andar de baixo, o camarote fica aberto e com as cadeiras ao lado”, explica ela.

Ao fim de quatro horas de festa, ainda recebo uma taça da Copa, lembrança da Fifa deste Mundial no Brasil. Vida de vip é mesmo uma experiência deliciosa. Bufês têm entrada, pratos principais e bebidas à vontade 

Numa ala de 35 camarotes com ar-condicionado, estão distribuídos bares e mesas com um bufê variado de comidas quentes, saladas e sobremesas. Entre quatro tipos de entrada, três tipos de sobremesa e uma fileira de pratos principais. Uma das atendentes conta que o serviço reúne quatro bufês. São três diferentes cardápios escolhidos pela Fifa, e, a cada jogo no Mineirão, o menu vai se revezando.   Nos bares do camarote, três atendentes muito simpáticos mostram uma cartela padronizada com coquetéis, destilados, champanhe, vinhos e cerveja, além dos soft drinks com água, refrigerantes e sucos. Ah, e para finalizar toda a mordomia, ainda tem um cafezinho, se você quiser. O gentil barmen Newmar conta que nos camarotes do Mineirão a nacionalidade com maior presença até aquele momento havia sido a colombiana. 

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