Festa espanhola atrai milhares de pessoas à praça Marília de Dirceu

Dança, música e pratos típicos do país movimentaram a região neste domingo

iG Minas Gerais | Camila Bastos |

Sabor. Além das atrações musicais e de dança, o público pode conferir os sabores da culinária espanhola, como a paella
GUSTAVO BAXTER/ O TEMPO
Sabor. Além das atrações musicais e de dança, o público pode conferir os sabores da culinária espanhola, como a paella

Paellas, tortillas e muita sangria regaram neste domingo (29) a Romería Del Rócio, tradicional festa espanhola que acontece há 23 anos em Belo Horizonte. A diversão também ficou por conta dos mais de 20 grupos de música e dança tradicional da Espanha. Segundo a organização, cerca de 4.000 pessoas festejaram a cultura do país europeu na tarde deste domingo.

Por causa da Copa do Mundo, a festa mudou neste ano da Savassi para a praça Marília de Dirceu, no bairro Lourdes, na região Centro-Sul da cidade. A tradicional procissão carregando imagem de “La Virgem del Rócio” foi feita em carros antigos, desde a praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, na região Leste da cidade. O grupo chegou à praça no Lourdes por volta de 14h,dando início à festa que se estendeu até o começo da noite.

“Mudamos de endereço para fugir da confusão na Savassi, e achamos essa praça muito romântica, combina coma cultura espanhola”, explicou Flávia Leão produtora do evento.

Neste ano, a festa teve como homenageada a bailarina de flamenco Fátima Carretero, 59, fundadora do La Taberna Centro de Cultura Flamenco. “Foi uma surpresa bárbara”, disse Fátima enquanto assistia à apresentação de dança flamenca da filha. A bailarina é brasileira casada com um espanhol, mas o contou com a cultura é antiga. “Eu comecei a dançar balé clássico espanhol com 12 anos”. Hoje, a dança flamenca é que move a homenageada. “Minhas duas filhas e minha sobrinha também dançam”, conta, orgulhosa.

Intercâmbio cultural. A festa não atraiu apenas espanhóis e descendentes. Moradores da região e até de outros bairros foram conferir a confraternização. “Sempre tem alguma festa nesta praça, há pouco tempo teve a festa portuguesa. É bom que a gente aprende um pouquinho das outras culturas”, avalia a videomaker, Jussara Pereira, 46, ressaltando o fato de ser uma festa em que “todo mundo por participar”.

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