Técnico mexicano espera que juiz português também volte para casa

Miguel Herrera credita eliminação de sua equipe ao árbitro Pedro Proença, que marcou pênalti em Robben aos 48min do segundo tempo

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Herrera foi confirmado no cargo em assembleia com representantes de 18 clubes que integram a primeira divisão do futebol mexicano
Mexsport/CONCACAF
Herrera foi confirmado no cargo em assembleia com representantes de 18 clubes que integram a primeira divisão do futebol mexicano

A mesma situação de gol que poderia deixar a Holanda de fora da Copa do Mundo a fez se classificar. Depois de reclamar de pênalti não marcado no primeiro tempo, no jogo contra o México, os europeus viram o árbitro português Pedro Proença assinalar falta dentro da área em Robben aos 49min do segundo tempo.

Com o jogo empatado, bastou Huntelaar converter a cobrança para colocar os laranjas nas quartas de final da Copa do Mundo.

A marcação foi muito contestada pelo técnico mexicano Miguel Herrera. Sua maior vontade é que, assim como seu time, o português também volte para casa.

“Foi algo inventado, uma má decisão. A Holanda contou com essa ajuda para se classificar. Sua ação foi determinante para o resultado final. Espero que a comissão de arbitragem avalie sua atuação e que ele não volte a apitar jogos de Mundiais. Se eles forem conscientes, isso acontecerá. Ele foi o responsável por nos deixar de fora”, criticou Herrera, em coletiva após a eliminação.

O treinador não deixou de reconhecer a qualidade do adversário, mas ainda custa a acreditar que um erro da arbitragem foi o responsável por não colocar o México nas quartas de final depois de 28 anos. “Não foi a Holanda que nos derrotou. Se acontece algo, como em 2006, quando caímos para a Argentina com um golaço do adversário, tudo bem. Mas não foi esse o caso. Vamos embora amanhã e espero que o árbitro também não esteja mais aqui”, salienta.

Herrera externou ainda sua desconfiança com o fato do árbitro ser da mesma confederação da Holanda. “Eles poderiam ter colocado um juiz da África, Ásia ou América do Sul. Mas não fizeram isso. Mesmo assim, voltamos de cabeça erguida”, indica.