Putin pede ao presidente ucraniano que prorrogue o cessar-fogo

Pedido foi feito durante uma conversa telefônica que durou mais de duas horas e teve a participação da chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande

iG Minas Gerais |

Oficial. Putin assinou o tratado de anexação da Crimeia em cerimônia transmitida em rede nacional
Sergei Chirikov
Oficial. Putin assinou o tratado de anexação da Crimeia em cerimônia transmitida em rede nacional

O presidente russo Vladimir Putin pediu neste domingo (29) ao presidente ucraniano, Petro Poroshenko, a prorrogação do cessar-fogo que expira nesta segunda-feira (30) no leste da Ucrânia, em uma conversa telefônica — que durou mais de duas horas — da qual também participaram a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande.

"Foi feito um pedido a Petro Poroshenko para que prorrogue o cessar-fogo durante um período mais longo", afirma o Kremlin em um comunicado, divulgado após a conferência telefônica dos quatro dirigentes.

Os governantes também conversaram sobre a "possibilidade de enviar observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) aos postos de controle da fronteira Rússia-Ucrânia", completa o texto. O presidente russo ressaltou ainda a necessidade de dar uma ajuda à população do sudeste da Ucrânia, em consequência do "agravamento da situação humanitária" na região.

A Ucrânia estendeu sua trégua em 72 horas, até segunda-feira, coincidindo com um prazo fixado por líderes da União Europeia, na sexta-feira (27), para que os rebeldes pró-Rússia aceitem os arranjos para a verificação do cessar-fogo, devolvam os postos de fronteira às autoridades de Kiev, libertem os reféns e iniciem conversas sérias sobre como implementar o plano de paz de Poroshenko.

Os rebeldes separatistas no leste da Ucrânia liberaram neste sábado (28) um segundo grupo de quatro monitores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que haviam sido detidos em 29 de maio.

Mas o cessar-fogo ficou sob ameaça quando três membros das forças armadas da Ucrânia foram mortos em um ataque rebelde a um posto militar perto da cidade oriental de Slaviansk.

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