Mexicanos chegam mais animado à Arena Castelão

Torcedores latinos são a grande maioria; mesmo em menor números, holandeses esbanjam confiança

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Lúcido, 'Chorro Tequilano' não quis arriscar um palpite
DANIEL OTTONI - WEBREPORTER
Lúcido, 'Chorro Tequilano' não quis arriscar um palpite

Do lado de fora da Arena Castelão, pouco mais de uma hora antes de México e Holanda se enfrentarem pelas oitavas de final da Copa do Mundo, animação era o que não faltava.

A grande maioria de torcedores trajava verde. A multidão mexicana chegou tranquila, ao lado de poucos holandeses, mais tranquilos e também confiantes no que seu time poderá fazer em campo.

“Deixamos a rivalidade de lado para torcer pela Holanda. Os dois países tiveram diversas richas nos últimos anos, mas eles são nossos vizinhos e merecem nossa consideração e apoio”, adianta o alemão Matias Baker, ao lado de mais dois amigos. A trio veio de Berlim diretamente para a Copa e parece que não se arrepende da decisão.

Eles facilmente passariam por holandeses, tanto pelo aspecto físico como pelos chapéus laranjas. Além de decoração, o chapéu também serviu para protegê-los da alta temperatura na capital cearense, que beira os 35 graus.

“Na nossa cidade estava fazendo uns 17 graus. Garanto que esse calor não está nos incomodando. Muito pelo contrário, estamos aproveitando bastante”, salienta.

Entre os mexicanos, o que não faltavam eram torcedores que chamavam atenção pela vestimenta única. Um deles era um que se autodenomina ‘Chorro Tequilano’. Chorro pelo chapéu que lembra os sombreros e tequilano pelas diversas garrafas que leva grudadas à sua roupa, em uma espécie de cinto.

Além de tequila, mezcal era outra bebida que ‘El Tequilano’ portava. A reportagem quis saber se ele beberia tudo e ele disse que não, antes de oferecer, dizendo que era de graça.

Sem querer arriscar um placar, o mexicano afirmou que só Deus sabe e que estaria em suas mãos a decisão.