Clandestinos abrem e fecham “a jato”

iG Minas Gerais |

Além de ser contra a legislação tributária que atende as feiras de roupas e calçados, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) também se preocupa com os empreendimentos clandestinos. “É necessário um levantamento sobre esses locais para que possamos observar qual é o faturamento e se há tributação. Também há o problema da procedência”, defende o presidente da entidade em Minas Gerais, José César da Costa.

Em Belo Horizonte e na região metropolitana, essa prática tem sido cada vez mais comum. “Eu trabalho em uma dessas feiras itinerantes. O responsável liga para a gente em cima da hora, sexta-feira à noite, para informar o local. Ela funciona sábado e domingo, depois acaba”, conta uma expositora, que preferiu não ter seu nome revelado. “Normalmente elas são montadas em comunidades carentes. Já estive no Ribeiro de Abreu e no bairro São Lucas”, revela. A mulher disse que paga R$ 500 ao tal “responsável” para colocar a mercadoria à venda durante o fim de semana. “Esse tipo de feira funciona só nesses dias para fugir da fiscalização”, conta a administradora da Feiraminas, Sueli Campos. “Isso até me prejudica. Porque esse pessoal não paga imposto”, reclama.

Fiscalização. A Secretaria de Estado da Fazenda ressalta que as delegacias fiscais no Estado possuem ações para controle das feiras. Em reuniões com entidades do comércio, o órgão declarou que está atento às práticas irregulares, intensificando ações conjuntas com Ministério Público e outros órgãos de governo. (TP)

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