Urna biométrica deverá ser usada em todo o país em 2018

Uso do equipamento representa o dobro do custo do processo atual; meta preocupa TRE mineiro

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Cadastro. No país, 15 capitais iniciaram o processo biométrico, mas BH ainda está sem previsão
WILSON DIAS-ABR
Cadastro. No país, 15 capitais iniciaram o processo biométrico, mas BH ainda está sem previsão

A eleição deste ano deverá ser a última em que um presidente da República será escolhido a partir do voto no modelo atual de urna eletrônica brasileira. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) planeja implementar a partir de 2018 o sistema biométrico em todas as zonas eleitorais do país.

A biometria – que identifica e registra o voto a partir da impressão digital do eleitor – não é mais novidade para 23,3 milhões eleitores (16% do total) de 770 cidades brasileiras, que nos últimos cinco anos foram convocados pela Justiça Eleitoral a fazer cadastros no novo sistema. Em Minas, são 450 mil (3% do total) identificados pela digital em 26 cidades.

Somente neste ano, segundo estimativa do TSE, ao menos 21 milhões dos 23,3 milhões de eleitores cadastrados usarão a urna biométrica na eleição de presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

Apesar de os registros obtidos até agora serem considerados um avanço pelo TSE, será preciso um esforço concentrado nos próximos quatro anos para que o prazo estipulado nacionalmente seja cumprido. Levando em conta os 141,8 milhões de brasileiros com títulos de eleitor ativos no país, até o momento o número de cadastramentos atingiu pequena parte do eleitorado.

Desafios. Para cumprir o prazo, o TSE pretende fazer uma força-tarefa a partir de novembro para aumentar o número de inscrições. O esforço concentrado já ocorre desde as eleições municipais de 2012. De lá para cá, 14 milhões de eleitores deixaram suas digitais registradas. Antes, de 2008 a 2012, foram apenas 7 milhões, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão.

Em todo o país, segundo o TSE, 15 capitais iniciaram o processo de inscrição das digitais. Belo Horizonte, porém, com seus quase 2 milhões de eleitores, não tem data para participar do processo. Minas, apesar de estar cumprindo ano a ano a meta nacional, é considerado um Estado complicado devido ao número de municípios.

Não por acaso, o diretor geral do Tribunal Regional Eleitoral de Minas, Adriano Denardi, considera a meta de 2018 “muito otimista”. “Não é realista. É um numero elevado. Até agora tivemos cerca de 450 mil eleitores cadastrados em cinco anos. Em quatro anos teríamos que fazer muito mais do que já foi feito. Temos 15 milhões de eleitores”, explica.

Uma das dificuldades é a quantidade de equipamentos disponíveis. “Temos cerca de 250 kits em Minas. Não é o suficiente. O TSE sinalizou a intenção de comprar mais 5.000 até o fim do ano”, garante Denardi.

 

Próximas

Cidades. A partir de novembro, 53 municípios do interior de Minas começarão a passar por cadastramento biométrico. Até o ano que vem, 16 milhões de brasileiros deverão ser recadastrados.

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