Olhares criativos para a captação de recursos financeiros

iG Minas Gerais |

Quando o assunto é dinheiro para produções culturais no Brasil, a resposta quase sempre vem por meio das leis de incentivo, que, no entanto, geram grande trabalho para os produtores não apenas pela concepção do projeto, mas, principalmente, pela captação de recursos, etapa que significa a morte para muitos aprovados (pelo menos, na Lei Rouanet).

Para evitar subordinação ao mecanismo, muitos profissionais vêm buscando essas novas formas de obtenção de recursos, o crossfunding e crowdfunding. Porém, para o empreendedorismo criativo, ramo da administração que estuda estratégias voltadas para inovação no mercado atual, é preciso olhar ao redor e utilizar bem todas as ferramentas disponíveis para, entre outras coisas, obter financiamento para seu negócio.

É o que a mestre em Empreendedorismo Cultural e Criativo, pela Goldsmiths University of London, palestrante e bailarina Rafaela Cappai, ensina em seus cursos. “A ideia é que, seja na área da moda, teatro, cinema, dança ou design, a pessoa pense criativamente no seu empreendimento para torná-lo viável, verifique se existe um respaldo comercial para transformá-lo em um negócio”, recomenda.

Seguindo as próprias orientações, Rafaela resolveu realizar um sonho neste mês de julho. Ela vai escrever seu primeiro livro e, durante o processo, vai compartilhar semanalmente o desenvolvimento da obra com os 5.000 assinantes de seu informativo eletrônico.

Para o financiamento do livro, Rafaela vai usar a própria lista de contatos com o objetivo de obter uma pré-venda exclusiva. “Em qualquer projeto que você queira que alguém aposte na sua ideia, é preciso que se pergunte se há engajamento para isso. E se você tem sua própria base já engajada, você pode lidar diretamente com ela”, diz.

Saída como a encontrada pela futura escritora exemplifica possibilidades encorajadas por qualquer empreendedor criativo. “Recebo muitas pessoas que me pedem para ensinar a escrever projetos para lei de incentivo, daí pergunto se ela quer ficar dependente de algo. É preciso ir além e conhecer todas opções disponíveis ou a mais compatível com você e criar”, diz Rafaela. (VL)

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