Nos pênaltis, Julio Cesar se agiganta e Brasil avança às quartas

Seleção brasileira oscilou durante o jogo e teve que decidir a vaga contra o Chile nas cobranças de penalidades

iG Minas Gerais | LEANDRO CABIDO |

Julio Cesar foi muito bem e defendeu duas cobranças de pênalti
Jefferson Bernardes/VIPCOMM
Julio Cesar foi muito bem e defendeu duas cobranças de pênalti

Sofrido, histórico e emocionante. A seleção brasileira não fez uma partida brilhante, mas contou com o suor dos jogadores e da torcida para vencer o Chile e se classificar para as quartas de final da Copa do Mundo.  A vitória só veio na disputa de pênaltis após um persistente empate em 1 a 1 nos quatro tempos. A batalha no Mineirão teve momentos marcantes: gol do quase cortado David Luiz, e a redenção de Julio Cesar.  O goleiro da canarinho fez duas defesas de pênalti e colocou time na próxima fase. Ave César!

Após 1 a 1 no tempo normal e extra,  o Brasil venceu nos pênaltis por 3 x 2 e se qualificou para as quartas de final do Mundial. O próximo desafio acontece em Fortaleza, na dia 4 de julho, contra o vencedor de Uruguai x Colômbia.

Guerra, suor e lágrimas

O Brasil começou o jogo em cima, não dando espaços para o time chileno. Até os 15 minutos, a partida estava definida, com a seleção em amplo domínio. A linha de três zagueiros da equipe vermelha batia cabeça e não conseguia se impor perante ao veloz ataque brasileiro. Neymar, Hulk, Luiz Gustavo e Oscar estavam com grande presença. No entanto, para variar, Fred continuava apagado – como em todo Mundial.

Foi neste momento, com 18 minutos, que a estrela de um dos jogadores mais aclamados da canarinho brilhou: David Luiz, que ficou perto de ficar fora de um dos jogos mais importantes da sua vida, encontrou espaço na defesa “roja”  e cravou o gol de perna esquerda. O gol havia dando tranquilidade à seleção,  porém outra fase do jogo começa a desenrolar.

A inconstância defensiva do time de Scolari teve seus vários momentos. Em cobrança lateral a favor do time brasileiro, Hulk devolveu mal para Marcelo, Vargas aproveitou de primeira e colocou Sanchez para anotar o gol de empate aos 32.

A força e determinação dos brasileiros, muitas vezes, era confundida com nervosismo.  Em alguns momentos, era possível ouvir  a torcida gritar com os jogadores avisando  de um possível “ladrão” de bola. Taticamente, a postura chilena aguardava o Brasil para abrir um forte contra-ataque, abrindo o jogo com Sanchez e Vargas. Vidal rodava a bola com maestria no meio, ajudando a forte marcação exercida pelo seu time.  Já que Neymar e cia mal tocavam a bola no setor ofensivo. A dinâmica era baseada na ligação direta, que muitas vezes não davam resultados.

No início da etapa final, Hulk até marcou, mas dominou a bola com a mão antes de concluir.

Em uma partida em que  a jogada aérea poderia definir, Jô entra no lugar de Fred tentando ser o grande aliado. Porém, antes da mudança de Scolari, Julio Cesar proporcionou uma das grandes defesas da Copa do Mundo até o momento. Aranguiz pegou de primeira em uma bela triangulação  com Isla e Vidal.

Com a entrada de Ramires – saída de Fernandinho, o time melhorou. Boas jogadas se tramaram e com a ajuda do cansaço de La Roja, a pressão aumentou no final.  Hulk perdeu grande chance, assim como Neymar.

No tempo extra, o jogo se mantinha nervoso,  mas o jogador do Zenit–RUS ainda dava suas mostras de lucidez, insuficientes para levar o time às quartas de final.

A tensão antes dos pênaltis foi toda para Pinilla, que mandou na trave no último momento da prorrogação.  Este, o último suspiro chileno na partida.

Na cobrança de pênaltis, não faltaram heróis e vilões: Com duas defesas,  em especial, a bola na trave de Jara, não deixaram dúvidas que Júlio César é abençoado pelo  Mineirão.