Após aeroporto reabrir, torcedores pegam voo em cima da hora

A forte neblina que cobriu o Rio neste sábado causou o fechamento do aeroporto Santos Dumont para pousos e decolagens em boa parte da manhã e fez com que 22 dos 47 voos previstos até às 10h atrasassem

iG Minas Gerais | Folhapress |

Cerca de 20 torcedores do Brasil enfrentaram problemas com o atraso de voos por conta do fechamento do aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, na manhã deste sábado (28). A partida da aeronave deles estava prevista para as 10h17, mas o voo atrasou e só saiu em cima da hora, às 11h, para Belo Horizonte (MG).

A seleção brasileira enfrenta o Chile na capital mineira pelas oitavas de final da Copa do Mundo, às 13h.

"Uma frustração. Chegamos aqui (aeroporto) quatro da manhã para tentar pegar outro voo, mais cedo. Só que o aeroporto ficou quatro horas fechado. Quando a gente comprou esse ingresso, essa passagem, a gente comprou um sonho. Não é só o valor financeiro", lamentou a nutricionista Lia Moreira, 32.

Por volta das 10h45, a torcedora aguardava o voo sentada no chão com a amiga, a empresária Andrea Henrique, 38, com os bilhetes do jogo do Brasil e Chile nas mãos, no pátio externo do terminal, em frente ao balcão da empresa aérea Azul.

A forte neblina que cobriu o Rio neste sábado causou o fechamento do aeroporto Santos Dumont para pousos e decolagens em boa parte da manhã e fez com que 22 dos 47 voos previstos até às 10h atrasassem --outros 14 foram cancelados, mas não necessariamente por causa das condições climáticas.

Por volta das 9h, o aeroporto foi aberto para decolagens, mas não para pousos --com isso, todos os voos cujos aviões já estavam no Rio puderam partir. Às 10h30 o aeroporto foi reaberto para pousos, mas cerca de 15 minutos depois voltou a ser fechado.

Dezessete voos continuavam atrasados, incluindo três que sairiam para Belo Horizonte, onde acontece o jogo entre Brasil e Chile, às 13h --o espaço aéreo da capital mineira será fechado uma hora antes do início da partida, por motivos de segurança.

NEBLINA A neblina tem sido a pedra no sapato de aeroportos e dos passageiros no Mundial. Porto Alegre, Curitiba, Santos Dumont e Guarulhos são os que mais sofrem com o fenômeno, que fecha aeroportos, atrasa voos e é característico de junho e julho. Nem todos têm tecnologia suficiente para permitir pousos e decolagens em condições de visibilidade baixa. No Santos Dumont, os morros e a baía impedem a instalação de equipamentos de auxílio ao pouso.

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