Ir a um jogo de Copa de bicicleta? Veja como conseguimos!

Mesmo que a Fifa ainda não tenha permitido, conseguimos ir ao estádio para a cobertura do duelo entre Brasil x Chile de bike

iG Minas Gerais | LEANDRO CABIDO |

A bicicleta ficou lacrada em um poste de informação no meio da esplanada norte do Mineirão
LEANDRO CABIDO/ WEBRERPORTER
A bicicleta ficou lacrada em um poste de informação no meio da esplanada norte do Mineirão

Usar a bicicleta como meio de transporte em Belo Horizonte nunca foi uma tarefa confortável. Agora, imagina ir de bike em uma arena de Copa do Mundo? O Mineirão, como um dos principais estádios brasileiros, possuem 97 vagas para os torcedores guardarem sua “magrela”. No entanto, no duelo entre Brasil x Chile , pelas oitavas de final do Mundial 2014 –  esta possibilidade não está disponível.  Então, como eu consegui fazer a cobertura do jogo com a mobilidade alternativa?

Estacionando a bike no Mineirão

A parte mais fácil foi entrar no espaço destinado aos torcedores com a bicicleta. Na Fun Walk da Alameda das Palmeiras –  um dos caminhos criados pela organização para facilitar o acesso ao estádio, não houve qualquer questionamento.  Passei no meio dos torcedores, caminhando com o meio de transporte de maneira invisível e tranquila.

Já na primeira barreira policial – na esquina das Palmeiras com a avenida Cel. José Dias Bicalho, no bairro São Luís, aconteceu um pequeno, mas previsível entrave: um policial militar me questionou onde eu deixaria a bicicleta. Informei apenas que existe um bicicletário na esplanada do Mineirão e me deixaram passar. Na segunda barreira de PMs, sem qualquer problema: olharam minha credencial e liberaram o caminho.

Cheguei ao estádio pontualmente às 10h, no momento em que os portões foram abertos aos torcedores. Avancei para a esplanada, tentando, em vão, encontrar o tal bicicletário. Com sorte e com a ajuda de voluntários, consegui encontrar um membro da organização da Copa do Mundo, tentando obter a informação da utilização do espaço.  Após alguns minutos no rádio, ele me informou que não teria como eu ir até o portão sul e que o local não estava disponível para ninguém.  

Após o meu questionamento – e bastante preocupado - sobre o que fazer com a “magrela”, e reclamar muito sobre a não possibilidade de usar o espaço essencialmente em um confronto de Mundial, o funcionoário me sugeriu guardar a bicicleta em um poste de informações logo no inicio da esplanada norte do Mineirão. Isso mesmo: deixar a bicicleta no meio dos fãs de futebol, mesmo que dentro do estádio. Perguntei o quanto era seguro e a resposta foi: Não se preocupe, passarei o olho para você.”

E assim liberei o veículo, lacrado, no meio do estádio de Copa, com a esperança de voltar e vê-lo novamente. Intacto. Com o "jeitinho", resolvi o meu problema. Obviamente, muito longe do ideal. 

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