Lixo na Savassi cresce 1.300%

Região ficou de fora de campanha para coleta de recicláveis que atingiu Mineirão e Expominas

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Savassi tem 12 catadores independentes registrados na prefeitura
Mariela Guimarães
Savassi tem 12 catadores independentes registrados na prefeitura

A campanha “Somos Todos Catadores”, criada para reduzir o volume de lixo gerado na capital, já resultou em cerca de dez toneladas encaminhadas à reciclagem. Feita no Mineirão e no Expominas, onde é realizada a Fan Fest da Copa do Mundo, a ação deixou de fora a Savassi, na região Centro-Sul da capital, onde a produção de resíduos aumentou 1.300%. Conforme a Superintendência de Limpeza Urbana da capital (SLU), quando a campanha de coleta seletiva foi programada, não se sabia que a Savassi se tornaria o reduto dos torcedores, com tanta produção de resíduos.  

Enquanto o estádio, na Pampulha, e o Expominas, na região Oeste, contam com 54 catadores pagos (R$ 100 por dia) para recolher latinhas, copos plásticos e outras embalagens (papel, alumínio, plástico e vidro), a Savassi tem 12 catadores credenciados trabalhando por conta própria. E é na região que têm sido geradas sete toneladas de lixo por dia – 14 vezes mais que a média diária antes do Mundial, quando se gerava meia tonelada. Em dias de pós-jogo, o montante chega a 14 toneladas de lixo.

Diante do aumento do lixo, a prefeitura informou que reforçou varrição e a coleta de lixo na Savassi. “O número de pessoas e a quantidade de lixo nos pegaram de surpresa. Agora não temos como estender a campanha”, disse o chefe do Departamento de Serviços de Limpeza da SLU, Wiliam Pereira.

Recicláveis e lixo. Conforme levantamento parcial concluído no início da semana pela cooperativa de catadores da Pampulha (Coomarp), foram coletados, até agora, dez toneladas de recicláveis nos eventos. A expectativa da SLU é chegar a 105 toneladas no fim da Copa. O lucro da cooperativa deve aumentar em 50%. Além da ajuda para os catadores e dos benefícios ao meio ambiente, a prefeitura poderá fazer uma economia de ao menos R$ 4.200, já que a capital paga R$ 40 a tonelada para aterrar resíduos em Sabará, na região metropolitana.

Por causa do trabalho dos catadores, nos três primeiros jogos no Mineirão e nos seis dias de Fan Fest, o montante de lixo destinado ao aterro foi de 34 toneladas. Já na Savassi, a prefeitura informou que, desde o início do Mundial, foram retiradas cem toneladas. A SLU ressalta que nesse cálculo, além do lixo do público de 20 mil pessoas na Savassi, estão contabilizados os resíduos do bairro, que conta com a coleta seletiva porta a porta.

Números

54 é o total de catadores pagos pela campanha

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