As várias facetas de Mussum

Biografia do ex-Trapalhão e fundador dos Originais do Samba sai na próxima semana

iG Minas Gerais |

Sambista. Livro foca, além do Mussum humorista, o homem de família e o sambista
Arquivo Rede Globo
Sambista. Livro foca, além do Mussum humorista, o homem de família e o sambista

Quis o destino que a primeira biografia de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, nascesse em uma mesa de botequim. Foi nela, em uma descompromissada cerveja pós-expediente, que o jornalista Juliano Barreto teve o lampejo da ideia, incentivado pelo colega e também escritor Alexandre Versignassi. Após dois anos de pesquisa, prosa e incontáveis visitas à escola de samba Mangueira, “Mussum Forévis - Samba, Mé e Trapalhões”, seu primeiro livro, chega na próxima semana às livrarias.

O caso do biografado, um sambista de origem humilde que caiu no humor meio que de paraquedas, como o recruta da Aeronáutica que foi, é daqueles em que criador e criatura se misturam. O Mussum da vida real era, sim, um homem malandro e bom de copo, mas também um ferrenho defensor da família e dos rígidos valores advindos de sua formação militar. Decifrar essas faces aparentemente incompatíveis serviu de fio condutor para Barreto, que destaca na obra um lado importante e por vezes relegado: o do músico de talento. O do passista da Mangueira. Do sujeito que não apenas montou Os Originais do Samba, mas que empreendeu parcerias com gigantes como Baden Powell, Elis Regina e Jorge Ben Jor. Para os bons entendedores, o melhor tocador de reco-reco do universo.

Hoje, Mussum vive na internet, na profusão de memes, vídeos e de um vocabulário construído à base de muito “mé” e “cacildis”, que dificilmente um dia deixará de ser lembrado. Uma história rica, repleta de personagens – muitos deles interpretados por um homem só –, e que agora ganha sua primeira versão oficial

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