Candidatos abrem dissidência e querem aliança com PSDB

Um dia após o lançamento da candidatura socialista ao governo de Minas, partido vive um racha

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Posição. Wander Borges quer que seu partido volte a discutir os rumos na campanha eleitoral deste ano
Breno Nunes/Divulgação
Posição. Wander Borges quer que seu partido volte a discutir os rumos na campanha eleitoral deste ano

Um dia após o PSB de Minas lançar Tarcísio Delgado como candidato ao governo do Estado, os postulantes às vagas de deputado estadual e federal da sigla divulgaram um manifesto pedindo mais discussão com a executiva nacional do partido para definir outro rumo na campanha. O grupo, que prevê dificuldades em formar bancadas fortes na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, deseja a coligação com o PSDB.  

O deputado estadual Wander Borges (PSB), que representa os parlamentares, convocou a imprensa em seu gabinete para mostrar o documento que será enviado às executivas estadual e nacional da sigla. O comando nacional pressionou pela candidatura própria para dar palanque ao presidenciável Eduardo Campos (PSB) no Estado.

O texto diz que os parlamentares do PSB de Minas solicitam a direção do partido a ampliação do “debate em torno da legenda”. O documento ressalta que os tucanos ajudaram eleger o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), e ainda deram oportunidade aos socialistas de participar da gestão do PSDB no Estado ao longo dos últimos 12 anos.

A principal reclamação dos candidatos aos parlamentos é que não sobrou para o PSB siglas com quem coligar e formar uma chapa para que garanta o fortalecimento da bancada socialista. “Foi uma decisão equivocada. Nesses últimos anos construímos um caminho com o PSDB. Até Lacerda declarou apoio a Pimenta da Veiga. Estamos vendo esvaziar a possibilidade de fazer cadeiras na Assembleia e na Câmara”, criticou Wander Borges.

O deputado ainda destacou que depois que Lacerda desistiu de concorrer ao Palácio Tiradentes, o PSB não tinha mais condição de ter candidatura própria. “Lacerda era o principal líder do partido, mas sem ele não temos condições de encarar o pleito. Não podemos resolver as coisas porque João ou José querem.”

O ex-pré-candidato ao governo do Estado da ala da Rede hospedada no PSB, Apolo Heringer, afirmou que o lançamento de Tarcísio representou um processo político “desqualificado”. “Foi uma prática coronelista e arcaica. Mas vamos ver o que a sociedade vai achar. Terceira via não significa apenas um terceiro nome. Será que a candidatura será uma terceira via política?”, questionou o ambientalista.

A cúpula nacional da Rede afirmou em nota que só vai se manifestar após “a chapa majoritária do PSB no Estado ser definida, o que deve acontecer em 30 de junho, quando se encerra o prazo para registros das candidaturas.

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