Consumidor ganha site para reclamar das empresas no país

Nesta etapa inicial, vai funcionar no DF e mais 11 Estados

iG Minas Gerais |

De olho. 
Página garante sigilo de dados pessoais, mas reclamação será disponibilizada para todos
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De olho. Página garante sigilo de dados pessoais, mas reclamação será disponibilizada para todos

O consumidor ganha um grande aliado para a boa prestação de serviços. Ainda mais o brasileiro, que lida com empresas que, muitas vezes, não têm respeito com o consumidor. O governo federal lançou nesta sexta-feira (dia 27) um serviço online gratuito de reclamações em que as pessoas vão poder reclamar de empresas com relação aos serviços e produtos oferecidos.

Pelo site www.consumidor.gov.br, clientes de bancos, operadores de telefonia, companhias aéreas, supermercados e planos de saúde, por exemplo, poderão enviar queixas e tentar solucionar conflitos sem passar inicialmente pelos Procons ou pela Justiça.

O objetivo, segundo o Ministério da Justiça, é também expor as empresas que não prestarem bons serviços e fornecer ao governo um banco de dados mais organizado sobre a relação entre consumidor e empresa.

Inicialmente, a plataforma funciona no Distrito Federal e mais 11 Estados, incluindo Minas Gerais. Em setembro, o serviço estará disponível para consumidores de todo o país.

Só poderão receber as reclamações empresas previamente cadastradas, já que a participação é voluntária. Já estão no site cerca de cem companhias, entre elas os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, CEF e Santander), as quatro maiores operadoras de telefonia (Tim, Claro, Oi e Vivo), as quatro principais companhias aéreas (TAM, Azul, Gol e Avianca) e quatro planos de saúde (Amil, Bradesco Saúde, DIX Amico e Odontoprev). Também estão na lista seguradoras, supermercados, varejistas, agências de viagens, etc. Se a empresa não aderir formalmente à plataforma mediante a assinatura de um termo, o consumidor não poderá reclamar do serviço.

Prazo. Depois da reclamação do cliente, a empresa terá o prazo 10 dias corridos para dar uma resposta e tentar solucionar o conflito. Se não houver conciliação, o consumidor deve recorrer aos caminhos que já existem, ou seja, deve procurar os Procons e a Justiça.

A nova plataforma disponibilizada na internet também permitirá uma série de indicadores e rankings positivos e negativos das respectivas empresas.

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