Ala vai insistir em neutralidade

iG Minas Gerais |

Dito. Em nota, governador de Minas afirmou que “casamento em delegacia não costuma dar certo”
Renan Arais/PP/Divulgação - 25.6.2014
Dito. Em nota, governador de Minas afirmou que “casamento em delegacia não costuma dar certo”

Brasília. O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou ontem o pedido feito por uma ala do PP de suspensão dos efeitos da convenção nacional do partido, realizada na quarta-feira. Na ação – assinada entre outros pelo governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, e pela senadora Ana Amélia (RS) –, os progressistas alegavam que não tiveram direito a voto na reunião que formalizou o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. A ala do partido defende que o PP fique neutro na disputa presidencial.  

Henrique Neves considerou que “a concessão da medida liminar na forma pleiteada não asseguraria a renovação da convenção, como pretendem os autores, e acarretaria a impossibilidade de ser requerido o registro de candidatos próprios, ou a formalização de coligação para as próximas eleições presidenciais”.

O governador de Minas afirmou que ainda será avaliado se cabe outra medida judicial para tentar reverter o resultado. Ele defende o apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no Estado, e afirma que essa também é a posição do partido no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Goiás e em Santa Catarina. Nacionalmente, ele defende a neutralidade.

“Estamos avaliando se cabe outra iniciativa judicial. Agora, do ponto de vista político, a atitude do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, em não permitir votação e tomar decisões a portas fechadas evidencia que a presidente Dilma não tem o apoio real do PP. É sempre bom lembrar, ainda, que casamento na delegacia não costuma dar certo”, disse.

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