Polícia Militar apreende 4.800kg de carvão em Santa Bárbara do Leste

Carvoaria não tinha registro para embalar e armazenar produto; além disso, nome estampado em embalagens é referente a empresas do Rio de Janeiro, quando no registro do Instituto Estadual de Florestas (IEF) a empresa aparece como sendo uma instituição mineira

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Grupamento da Polícia Militar (PM) de Meio Ambiente de Caratinga apreende  4.800kg de carvão vegetal  em Santa Bárbara do Leste
Divulgação / Polícia Militar
Grupamento da Polícia Militar (PM) de Meio Ambiente de Caratinga apreende 4.800kg de carvão vegetal em Santa Bárbara do Leste

Uma operação do Grupamento da Polícia Militar (PM) de Meio Ambiente de Caratinga em uma carvoaria de Santa Bárbara do Leste, na região do Rio Doce, na tarde de quarta-feira (26) terminou com a apreensão de 4.800kg de carvão vegetal e 75 embalagens, por falta de documentação. 

Conforme informações do boletim de ocorrência, a fiscalização foi realizada em uma empresa localizada em e Córrego do Desengano, na zona rural da cidade. Os responsáveis pela empresa apresentaram aos policiais um registro junto ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) com o nome de uma instituição mineira. Porém, o nome estampado na embalagem dos produtos são de empresas do Estado do Rio de Janeiro.

Além disso, ainda, ficou constatado que a carvoaria não possui documento de controle ambiental válido para exercer as atividades de embalagem e armazenamento do carvão.

Os 4.800kg de carvão vegetal  foram deixados no local, sob responsabilidade do representante da empresa, nomeado depositário fiel (pessoa responsável por zelar pela conservação do bem, sob pena de prisão, caso não o faça). O produto ficará interditado no local até que a empresa regularize sua situação.

Já as 75 embalagens irregulares, utilizadas para empacotar o carvão, foram apreendidas e entregues na Delegacia de Polícia Civil da cidade. A polícia realizou um o auto de infração correspondente e o fato foi comunicado à Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, que ficará responsável pelo caso.

A reportagem de O TEMPO tentou falar com a carvoaria, mas, ninguém atendeu aos telefonemas. A mesma situação aconteceu durante as tentativas de contato com as empresas cariocas com os  nomes estampados nas embalagens do carvão.   

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