Portugal tem despedida melancólica do Brasil

Seleção caiu na primeira fase da Copa do Mundo, com uma vitória e um empate na competição

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

No Aeroporto de Campinas em São Paulo, atletas se dirigiam discretamente para o embarque
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No Aeroporto de Campinas em São Paulo, atletas se dirigiam discretamente para o embarque

A seleção portuguesa e Cristiano Ronaldo chegaram badalados ao Brasil, recepcionados por cerca de 200 pessoas no aeroporto e mais de 300 no hotel, levaram 20 mil aos dois treinos abertos no estádio Moisés Lucarelli e causaram histeria coletiva em sua passagem relâmpago durante a Copa do Mundo, mas deixaram o país de forma melancólica nesta sexta-feira (27).

Menos de 50 pessoas foram à porta do hotel, onde os portugueses ficaram hospedados, se despedir dos jogadores. Havia mais imprensa e policiais do que fãs, mas nem por isso a "equipa das quinas" deixou de ser simpática.

Cristiano Ronaldo e os demais jogadores acenaram aos poucos fãs que foram prestigiá-los. Eles foram para o aeroporto internacional de Viracopos e embarcaram para Lisboa às 15h.

Como de costume, no entanto, os jogadores não tiveram nenhum contato mais próximo com a torcida -à exceção dos treinos abertos, em que distribuíram autógrafos e roupas da seleção portuguesa para o público.

Desde que chegaram ao Brasil, o contato foi mínimo. A organização da Copa do Mundo montou forte esquema de segurança para a seleção portuguesa, tanto no hotel quanto no centro de treinamentos da Ponte Preta. Eram sempre escoltados pelas polícias Militar e Federal, Exército e até helicóptero.

No hotel era impossível qualquer contato, mas os torcedores tentaram ser persistentes. Durante o treino, tentaram acompanhar os passos do melhor jogador do mundo por frestas no muro do CT, subindo em árvores e telhados das casas do bairro.

RECLUSÃO

Mas os esforços foram em vão, e Portugal deixou o Brasil após ser eliminado ainda na primeira fase, com uma vitória por 2 a 1 contra Gana, um empate por 2 a 2 com os Estados Unidos e uma dolorosa derrota por 4 a 0 contra a Alemanha.

"Eles mereceram ser eliminados, não tiveram humildade", diz o frentista David Borges, 19, que trabalha em um posto de gasolina em frente ao hotel e acompanhou dia a dia a movimentação dos jogadores.

"Os jogadores nem acenavam, não cumprimentavam ninguém. A polícia não deixava chegar perto", reclamou David. "As pessoas foram no estádio, deram a maior força, e eles deram uma dessas? Podiam ter jogado melhor".

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