Caso do atirador de elite no Itaquerão foi esclarecido, diz ministro

Aldo Rebelo confirmou o caso, mas não deu mais detalhes sobre a operação; um homem quase foi morto por se aproximar armado da tribuna onde estava a presidente Dilma Rousseff no jogo de abertura do mundial

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O ministro Aldo Rebelo, disse nesta sexta-feira (27) que o caso de um homem que quase foi alvo de um atirador de elite no estádio do Itaquerão no dia da abertura da Copa do Mundo já foi esclarecido.

O chefe da pasta de Esporte confirmou o caso, mas não deu mais detalhes sobre a operação. Um homem quase foi morto por se aproximar armado da tribuna onde estava a presidente Dilma Rousseff no jogo de abertura do mundial, dia 12 de junho, em São Paulo. O caso foi divulgado nesta sexta pela Folha de S.Paulo.

"Um atirador de elite da polícia civil flagrou a presença de alguém portando arma e com um colete da polícia. Ele pediu autorização para alvejar o suspeito. A autorização foi negada e a pessoa foi identificada. Era um policial militar que foi retirado de lá", contou o ministro, durante evento de balanço da primeira fase do Mundial.

Rebelo não quis entrar em detalhes do caso, que, segundo ele, já havia sido esclarecido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O episódio abriu uma crise entre as polícias Civil e Militar, que apresentaram versões diferentes para explicar a presença do agente no local.

O caso está sendo investigado e resultou num reforço dos protocolos de segurança para os jogos seguintes. A suspeita foi levantada por um atirador de elite do GER (Grupo Especial de Resgate) da Polícia Civil. Ele avistou um homem com um uniforme do Gate (Grupo de Ações Táticas), da Polícia Militar, numa área de acesso proibido.

Além de Dilma Rousseff, estavam lá o vice-presidente, Michel Temer, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, entre outras autoridades.

Via rádio, o atirador avisou a seus superiores sobre o suposto intruso. A informação chegou à sala de comando, montada dentro do estádio, de onde veio a resposta de que não havia nenhum PM do Gate na área restrita.

Diante da suspeita de que se tratasse de um criminoso disfarçado de policial, o atirador pediu autorização para fazer o disparo fatal. Temendo causar pânico e tumulto entre torcedores e autoridades, a ordem foi para que o atirador esperasse mais um pouco.

A tensão tomou conta da sala de monitoramento, onde estavam policiais civis, militares e integrantes do Exército, responsável pelo comando das operações no estádio. Alguns minutos depois, um policial, cuja identidade não foi revelada, analisou as imagens na sala de monitoramento e reconheceu o suspeito como sendo, de fato, um policial do Gate.O PM que era tratado como suspeito retirou-se do local, provavelmente após receber uma ordem.

O caso fez o secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, pedir relatórios ao comando das duas polícias. Segundo a reportagem apurou, a Polícia Civil diz que o policial do Gate invadiu uma área restrita sem autorização. Já a PM alegou que ele tinha autorização de seus superiores, pois apurava uma suspeita de bomba, que acabou não se confirmando.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública reconheceu que houve um "erro", mas sem gravidade: "A Secretaria da Segurança Pública esclarece que, no episódio em questão, houve um erro de comunicação que foi rapidamente sanado, sem maiores consequências."

A pasta não informou se a razão da presença do policial militar no local proibido já foi esclarecida nem confirmou se havia uma suspeita de bomba na área sendo investigada naquele momento. Procurado, o Exército não se pronunciou até o momento.  

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