Taxistas pegam 'corridas de ouro' e faturam alto com gringos em BH

Jonathan Pereira, de 20 anos, chegou a ganhar mais de R$ 600 transportando estrangeiros em apenas um dia

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

Taxista fica na porta do hotel da seleção na esperança de conseguir mais uma boa corrida
GUILHERME GUIAMARÃES/WEBREPORTER
Taxista fica na porta do hotel da seleção na esperança de conseguir mais uma boa corrida
Ver o Brasil ganhar o Hexa não é o único desejo dos brasileiros. E em Minas Gerais não poderia ser diferente. Aproveitar a Copa do Mundo para ganhar uma grana extra e dar um fôlego a mais no orçamento tem sido prática comum em Belo Horizonte, uma das cidades-sede do Mundial.    Taxista na capital mineira, Jonathan Pereira, 20 anos, "acertou a boa" ao transportar um trio de estrangeiros, colombianos que moram na Suécia.    "Com eles eu já faturei R$ 660 em menos de um dia. Peguei o grupo no Olhos D'água, em Nova Lima, levei ao Mirante do Mangabeiras e vim para o Ouro Minas, onde a seleção brasileira está hospedada", disse o motorista, que acabou virando um guia turístico para os gringos.    "Saio para comprar água para eles, dou atenção. Não é todo dia que se faz uma corrida maravilhosa dessa. Sabe Deus se um dia vou repetir uma dessa", brincou.    Além da "corrida de ouro", Jonathan Também faturou em outras oportunidades durante esse período da Copa. O taxista transportou outros estrangeiros e disse que os colombianos deixaram muito dinheiro em Belo Horizonte.    "Muita gente acha que a moeda na Colômbia é desvalorizada. Mas, os caras vieram aqui e deixaram uma nota. Levei vários para a Savassi. Até no sobe e desce da Guaicurus para pegar garota de programa eles foram. Teve até fila para ganhar carinho das meninas", riu, contando de outras saídas que lhe renderam uns bons trocados.    "O gringo vem pra cá, troca o dinheiro dele em Real e não vai voltar para casa com a nossa moeda. Quando a gente leva eles no aeroporto, se a corrida dá R$ 100 e o povo tem R$ 200 no bolso, te dá o dinheiro todo", contou.    Apesar de ter ganhado uma grana boa, Jonathan fala que companheiros de profissão faturaram até com viagens.    "Teve gringo indo pro Rio de Janeiro, Brasília e outras cidades fora de Minas Gerais. Só para levar os estrangeiros teve gente cobrando R$ 1.800. Encheram os bolsos", comentou. 

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