Higuaín diz que ajudar a defesa preocupa mais do que jejum de gols

Jogador que ainda não está 100% recuperado fisicamente precisa aumentar esforço no esquema tático de Alejandro Sabella

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

DIVULGAÇÃO/AFA
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Gonzalo Higuaín começou o Mundial com contusão no tornozelo esquerdo. Não fez gols na primeira fase, estatística que representa a decepção com os atacantes argentinos que não se chamam Lionel Messi.

No esquema 4-3-3 ideal de Alejandro Sabella, Higuaín precisa também voltar para ajudar na marcação. O que exige mais fisicamente do centroavante que não está 100% nesta condição. Isso o preocupa mais do que o jejum de gols no Mundial.

"Se você joga neste esquema, tem de ajudar [a defesa] Às vezes, é complicado voltar. Neste sentido, o calor, muitas vezes torna ir ao ataque e voltar uma tarefa difícil", confessa.

Na Copa da África do Sul, em 2010, Higuaín foi o principal artilheiro da seleção, com quatro gols. Desempenho bem diferente do obtido neste ano.

"O gol dá confiança, claro. Mas não é uma coisa que me desespere. Todos os atacantes necessitam fazer gols, mas também precisam ajudar a equipe. Não é algo que me perturbe", garante.

Contra a Suíça, pelas oitavas de final, Higuaín vai cruzar o caminho de três companheiros de Napoli (ITA): Inler, Behrami e Dzemaili. As duas seleções se enfrentam na terça (1), em São Paulo. O técnico Alejandro Sabella não deu qualquer dica do que pretende fazer com a escalação. Ele não poderá contar com Sergio Agüero, lesionado. Se decidir preservar o 4-3-3, os candidatos a entrar em campo são Ezequiel Lavezzi e Rodrigo Palacio. Ele pode também colocar mais um meia e reverter para o 4-4-2.

A avaliação de Higuaín é que a Argentina está evoluindo na competição. Disse isso especialmente por causa da atuação na vitória sobre a Nigéria (3 a 2). Diferente da dificuldade enfrentada contra o Irã, quando Messi salvou a equipe com gol aos 45 do 2º tempo.

"Essa seleção tem qualidade. Se continuarmos crescendo como crescemos até agora, algum resultado vai dar. Você não tem chance de jogar muitos mundiais. Você precisa se sentir privilegiado por estar aqui, representando pessoas ao redor do mundo que sonham com o título mundial", explicou. 

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