PSDB quer convocar ministro

Berzoini deverá explicar escalação de servidor para listar prefeitos do PMDB que apoiariam Aécio

iG Minas Gerais |

Racha. Pezão, governador do Rio (PMDB), afirmou que movimento pró-Aécio é culpa de parte do PT
PAULO ARAújo/AGência O DIA/ESTADão CONTEúDO
Racha. Pezão, governador do Rio (PMDB), afirmou que movimento pró-Aécio é culpa de parte do PT

BRASÍLIA. O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), tentará convocar o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, para explicar na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Casa a ação de um funcionário seu para tentar identificar prefeitos do PMDB que aderiram ao movimento “Aezão”, lançado neste mês em apoio às candidaturas do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e do presidenciável tucano Aécio Neves.  

A denúncia de que o assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Cássio Parrode Pires, enviou mensagem à assessoria de imprensa do PMDB no Rio pedindo a lista dos prefeitos que participaram do lançamento, no último dia 5, foi publicada pelo jornal “O Globo”, dessa quinta.

Para o PSDB, a lista provavelmente serviria para perseguição ou tentativa de aliciamento. “É a volta dos aloprados. O ministro Ricardo Berzoini deve explicações sobre isso. Pelas declarações do assessor Cássio Parrode Pires, o ministro reeditou o episódio da campanha de 2006, quando ele era presidente do PT e esteve ligado a uma fábrica de dossiês do PT contra o (José) Serra. O Berzoini diz que é do jogo fazer isso. Só se for do jogo sujo do PT, dele e do Mercadante”, afirmou Imbassahy.

O deputado pretende ainda enviar requerimentos de informação ao Palácio do Planalto para entender a natureza da atuação do Núcleo de Gestão de Informação, departamento em que Cássio Parrode Pires atua. Segundo o assessor, caberia a ele, entre outras funções, fazer “o controle de todos os pré-candidatos ao governo federal”.

O senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR) também reagiu à denúncia, afirmando que é mais um exemplo, por parte do PT, de uso da máquina pública para fins políticos, e um sinal do ataque pesado que acontecerá nas eleições deste ano, especialmente em relação às candidaturas de oposição. “Isso não resolverá a eleição, não determinará o vencedor. Mas é, sim, um caso que faz de todos nós perdedores. Porque joga contra a imagem da classe política. O que lamentamos muito, afinal esperamos uma campanha baseada no debate, na discussão dos interesses nacionais”, afirmou Álvaro Dias.

Reação

Defesa. Líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP) saiu em defesa do ministro Berzoini. Para ele, não há nada de errado no pedido de informação sobre os prefeitos que apoiam o ato “Aezão”. “Berzoini é um grande ministro e tem cumprido seu papel de azeitar as relações entre Planalto e os políticos. Não vejo problema nisso.”

Pezão. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, atribuiu o racha no PMDB do Rio, em que boa parte defende Aécio, à recusa do PT em apoiá-lo na eleição para o governo. Os petistas lançaram a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT). Pezão reafirmou que defende a reeleição de Dilma. “Sou Dilma, não vou cuspir no prato que comemos por sete anos e cinco meses. Vou trabalhar pela presidente”.

Ação

TSE. O PSDB irá acionar o TSE contra Dilma por entender que a presidente se beneficiou do ato do servidor. A sigla denuncia ainda que a estrutura do governo foi usada em atividade de campanha.

PP espera anular decisão de apoio a petista Porto Alegre. O presidente do PP no Rio Grande do Sul, Celso Bernardi, afirmou nessa quinta que confia na anulação da convenção do partido, realizada nessa quarta, em Brasília. “Confiamos que a Justiça não dará validade a uma convenção antidemocrática que não respeitou os direitos dos seus convencionais”, disse. O evento terminou em tumulto, após a aprovação-relâmpago de uma resolução conferindo à executiva nacional do PP o direito de deliberar sobre a aliança, na eleição para presidente, sem colocar em votação a opção de o partido se manter neutro. Depois, em comunicado na internet, o partido oficializou o apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Truculência. Em Minas, o governador e presidente estadual do PP, Alberto Pinto Coelho, disse que a decisão de apoiar a reeleição da presidente foi uma “truculência”.

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