Torcida pelo Uruguai na Parrilla del Mercado

iG Minas Gerais |

acir galvao
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Em tempo de Copa do Mundo, há lugares que combinam com a audiência de algumas partidas. Saborear a vitória do Uruguai sobre a Inglaterra, por exemplo, casou maravilhosamente com a prime rib da Parrilla del Mercado. No feriado de Corpus Christi, a clientela numerosa esperava a liberação de mesa no balcão quentinho, defronte à churrasqueira. A visão do fogo sob a carne ardente fez da tarde fria e cinzenta a moldura perfeita do aconchego. O atendimento segue presto, profissional e alegre. A atmosfera é perfeita para o chope na companhia dos amigos, o almoço em hora avançada com a companheira ou a paquera casual, facilitada pelo alarido, a circulação incessante e a costumeira concentração de mulheres bonitas. Começar pela morcilla é de lei, ainda mais quando a proposta é acender a flama do pampa e torcer pelos hermanos cisplatinos, em meio aos pimentões suculentos e a cebolas chamuscadas nas bordas. Estas, untadas de azeite e recheadas de morcilla, sobre uma rodela de pão, viram manjar dos deuses. A linguiça também estava ótima, assim como a salada primavera, com ingredientes frescos, tenros e firmes. Batata frita correta acompanhando a perfeita peça de carne bovina: alta, macia, mal passada e com delicada crosta braseada. O risoto de funghi veio igualmente saboroso, embora um pouco mais cozido e úmido que o desejável. Duzentos reais para o casal não ofendem. Agora, pagar R$ 11 a hora do estacionamento, em dia de feriado, isso sim, incomoda. Apesar dos maus presságios, a Copa vai dando certo, com um ou outro problema, aqui e acolá. No geral, por culpa da Fifa, convenhamos. O que faz a gente pensar se a tal eficiência do setor privado é assim tão grande e se o princípio de concorrência é mesmo levado a sério... a comida no Mineirão, por exemplo, segundo amigos que foram ao jogo da Argélia com a Bélgica, estava sofrível e havia pouquíssimas opções à escolha. Sem falar na lambança da segurança particular, também a cargo da federação, que deixou os chilenos sem ingresso invadirem o Maracanã. O tal padrão Fifa parece só se impor no quesito lucratividade: esta é a Copa em que mais ganharam dinheiro na história. Enquanto isso, deixam pra lá o compromisso com o mascote Fuleco e a promessa de contribuir para a salvação do tatu bola em vias de extinção. R$ 300 mil para essa tarefa é de chorar! Uma esmolinha do guloso senhor Blatter e seu séquito, para não usar palavra que configure injúria. No sábado, fui Argentina lá no Pizza Sur. Só quero sua derrota na final, contra nós. Vinte cinco mil argentinos em Belo Horizonte. Para mim, foi motivo de alegria; espero que para você também. Risos, abraços e a torcida para que Fred siga desencantado. Ele e nós merecemos!

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