Ginásio poliesportivo fica cheio de lixo após evento

Resíduos e mau cheiro irritaram a população; sujeira de festa religiosa que acabou no sábado (21) só foi limpa na segunda (23)

iG Minas Gerais | Dayse Resende e Lisley Alvarenga |

Insuportável. 
Sacos de lixo ficaram acumulados na parte externa do ginásio, causando mau cheiro
FOTO: JOAO LEUS / OTEMPO
Insuportável. Sacos de lixo ficaram acumulados na parte externa do ginásio, causando mau cheiro

 

Moradores dos bairros Horto, Angola, Ingá e Jardim da Cidade reclamaram, nesta semana, da enorme quantidade de lixo espalhada nas proximidades do Ginásio Poliesportivo Divino Ferreira Braga após a realização de um evento religioso no local entre os dias 19 e 21 de junho. Havia sacos plásticos abarrotados nas lixeiras, nas calçadas e até no estacionamento. O local, que é palco de grandes eventos, estava repleto de copos, garrafas e latas de bebidas.    A população também reclamou do mau cheiro causado pelos restos de comida que ficaram espalhados no ginásio. Até o início da tarde de segunda-feira (23), a prefeitura e os organizadores da festa ainda não haviam feito a completa retirada do lixo. “Sempre trago meus três filhos para brincar aqui e estranhei quando cheguei. Hoje (domingo) está um ambiente desagradável, não temos nem onde encostar. É um absurdo um espaço público de lazer ter se transformado em um lixão”, reclamou o motorista José Rubens Silva, 40.   Outro morador indignado com a sujeira acumulada no ginásio foi o funcionário público Harley Caetano, 39. Ele se queixou da falta de estrutura do evento. “Não sou contra a festa, mas a prefeitura e os organizadores tinham que ter acordado antes quem iria cuidar da limpeza do local. O evento durou três dias, então, por que não programaram essa coleta de lixo? Essa situação é uma falta de respeito com o cidadão que usufrui do espaço”, afirmou Caetano.   Além de reclamar da quantidade de lixo, o microempresário Gilberto Dias, 42, chamou a atenção para os moradores de rua que vivem no entorno do ginásio. “Em todos os domingos, trago meu filho aqui para brincar e sempre me deparo com vários mendigos. Eles nunca mexeram com a gente, mas temo pela segurança das mães de família que vêm aqui. Além disso, eles bebem muito, quebram garrafas e as deixam jogadas no chão, um risco ao bem-estar das pessoas que vêm aqui”.   Mais falhas Outra problema identificado pela reportagem de O Tempo Betim foi que, apesar de na cidade existir a coleta seletiva, não foi encontrado no ginásio nenhum coletor para separar o lixo seco do úmido.  Diante desse cenário de abandono, muitos catadores, como Estrogilda Marques dos Santos, 56, se arriscaram no meio do lixo tentando reaproveitar alguma coisa. “Esse milho eu vou levar para casa para alimentar as minhas galinhas”, disse ela à reportagem enquanto segurava um saco plástico cheio do alimento.   Respostas Por telefone, a assessoria do Confrajovem – evento que foi realizado pela Igreja da Lagoinha no ginásio poliesportivo – informou que “foi contratada uma empresa terceirizada para fazer a limpeza do espaço, porém, ficou acordado que ela seria feita somente na manhã de segunda-feira (23)”, declarou.   Já a assessoria de imprensa da prefeitura informou que foi acordado com a produtora responsável pelo evento que o ginásio fosse entregue com tudo em ordem, contudo, a fiscalização também só seria feita na segunda. Quanto ao coletor de lixo, a prefeitura disse “que está prevista a instalação de cerca de 2.600 lixeiras por toda a cidade”.

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