Mulher que tentou matar criança de 3 anos e sua mãe vai a júri

Flávia Morandi, de 38 anos, também é suspeita de integrar uma quadrilha que assaltava joalherias

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Mulher que assaltou joalheria de shopping teria surtado após consumir cocaína e tentou matar duas pessoas
Alex de Jesus
Mulher que assaltou joalheria de shopping teria surtado após consumir cocaína e tentou matar duas pessoas

Teve início, na tarde desta quinta-feira (26), o júri popular de Flávia Morandi, de 38 anos, que é suspeita de tentar matar uma criança de 3 anos e a mãe dela com cacos de vidro, em abril de 2012, no bairro Juliana, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A mulher também é suspeita de integrar uma quadrilha que assaltava joalherias na capital. 

Segundo as informações da assessoria do Fórum Lafayette, onde acontece o julgamento, o júri teve início por volta das 13h e não tem previsão de término. Flávia foi detida no dia 27 de abril de 2012, após atacar Adriana Silva Macedo, de 28, e o filho dela. A suspeita estava vivendo na casa da família do seu marido, que havia sido preso e pediu um favor à um amigo.  

Após consumir cocaína pela manhã, a mulher sofreu um surto, quebrou um copo de vidro e prendeu a criança entre as pernas, ferindo-o no pescoço. A mãe interveio e soltou o garoto. De acordo com a PM, Flávia fez um corte profundo no próprio pulso.

Assim que deu entrada na delegacia, a mulher foi reconhecida pelos policiais como a possível autora de um assalto à uma joalheria localizada no shopping Pátio Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, ocorrido três dias antes. No dia do assalto, ela usava peruca como disfarce, mas os policiais notaram a semelhança da mulher com as imagens do circuito interno de segurança que foram divulgadas.

Na tarde de ontem, uma equipe de policiais recebeu representantes do shopping para fazer o reconhecimento da acusada. "Eu saquei o revólver, atirei, guardei a arma na bolsa e, depois, fui embora correndo", teria dito Flávia, enquanto assistia à filmagem do circuito de segurança da joalheria. A quadrilha teria lucrado cerca de R$ 1,5 milhão com ações criminosas focadas em uma rede de joalherias da capital.