Iraque envia helicópteros para retomar cidade de Saddam Hussein

O Exército enviou helicópteros que pousaram no estádio do campus de uma universidade; pelo menos um caiu após ser atingido pelos insurgentes

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 As forças iraquianas atacaram nesta quinta-feira (26) os insurgentes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) em Tikrit, no norte do país. A cidade está sob controle do grupo radical sunita há duas semanas.

O Exército enviou helicópteros que pousaram no estádio do campus de uma universidade. Pelo menos um caiu após ser atingido pelos insurgentes.

Testemunhas disseram que os combates seguem na cidade, local de nascimento do ditador Saddam Hussein. O governo não confirmou o ataque.

"Eu vi um helicóptero pousar perto da universidade com meus próprios olhos e eu vi combates entre diversos militantes e forças do governo", disse à agência Reuters o professor Ahmed al-Jubbour.

O EIIL continua avançando em direção a Bagdá. Segundo forças iraquianas, o grupo tomou o controle da cidade de Mansouriyat al-Jabal, que fica a cerca de uma hora da capital. O local é um centro de gás natural com forte presença de empresas estrangeiras. A informação não foi confirmada oficialmente.

SÍRIA

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, disse nesta quarta-feira (25) que forças sírias fizeram ataques aéreos contra insurgentes do EIIL na fronteira entre os dois países.

Maliki disse a rede britânica BBC que os ataques são "bem-vindos", embora não tenha sido comunicado sobre a intervenção síria.

O bombardeio na fronteira mostra que os conflitos na Síria e no Iraque estão cada vez mais próximos, já que o EIIL controla regiões nos dois lados da fronteira.

O bombardeiro teria acontecido na segunda-feira (23), próximo à cidade de Qaim, no lado sírio.

NOVO GOVERNO

Maliki também anunciou que começará na próxima segunda (30) as negociações para a formação de um novo governo no país.

No dia, o Parlamento fará uma sessão para apontar o novo chefe de Estado. Este deve requisitar que Maliki forme o novo governo.

O premiê venceu as eleições em abril, mas ainda não conseguiu formar uma nova coalizão para comandar o país.

Apesar da pressão interna e externa por sua saída, Maliki já declarou que pretende continuar no cargo. Ele é o primeiro-ministro desde 2006.

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