Quatro pessoas são indiciadas por crimes cometidos durante protestos

De acordo com a Polícia Civil, seis inquéritos ainda estão em andamento; investigadores continuam em busca de informações que podem resultar em novos indiciamentos

iG Minas Gerais | Da redação |

POLÍCIA MILITAR / DIVULGAÇÃO
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Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por crimes cometidos durante os protestos antiCopa em Belo Horizonte, após a conclusão de três inquéritos. Dois deles já foram encaminhados à Justiça e o terceiro segue nesta quinta-feira (26). Outros seis inquéritos envolvendo suspeitos de provocar quebradeiras na região central ainda estão em andamento e a delegada Gislaine de Oliveira Rios mantém nas ruas equipe de investigadores que buscam informações que poderão resultar em novos indiciamentos.

Igor Daniel de Aguiar, que já está preso por decisão judicial, foi indiciado por porte de artefato explosivo. A pena prevista para este crime é de três a seis anos de prisão, além de multa. Ele havia sido preso no dia 14, portando coquetel molotov, máscara e toca ninja. Também foi indiciada a pernambucana Patrícia Dantas Dias, presa em flagrante por ter participado da depredação de uma viatura da Polícia Civil na sede do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), no dia 12 de junho. Ela foi indiciada pelos crimes de dano ao patrimônio e de associação para o crime, já que ela atuava em conjunto com outras pessoas ainda sob investigação.

O terceiro inquérito definiu o indiciamento de Kênia Soares da Silva Melo e Fernando Senhorinha Rinaldi por dano ao patrimônio, associação para o crime e corrupção de menores, com pena prevista de um a três anos de reclusão, já que eles agiram em companhia de adolescentes, nas proximidades da praça Raul Soares.

Reunião na CDL

Na manhã dess quarta-feira (25), a delegada Gislaine de Oliveira Rios participou de reunião, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Belo Horizonte, onde relatou a empresários o trabalho de investigação que está sendo feito pela Polícia Civil a fim de propiciar a punição de quem pratica crimes como o de depredação de lojas comerciais.

A delegada reforçou a necessidade de registro policial dos fatos pelas vítimas e do repasse das informações que possam subsidiar os investigadores na identificação dos autores. Ela aproveitou para reafirmar a importância da utilização do Disque Denúncia Unificado (DDU), em que o denunciante, sob garantia do sigilo da identidade, liga gratuitamente para o telefone 181 fornecendo informações para as polícias.  

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