Dificuldade de reconhecer cores fica mais comum com o avanço da idade

Especialistas dizem que anormalidade pode passar despercebida com o envelhecimento; estudo relata que cores mais confundidas são azul e amarela

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Divulgação
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Um estudo relata que a visão das cores fica alterada com o envelhecimento, principalmente a partir dos 70 anos. Os maiores problemas detectados foi entre a discriminação das cores azul e amarela.

Os pesquisadores realizaram testes de visão de cores em uma amostra aleatória de 865 idosos, numa faixa etária que abrangia pessoas de 58 a 102 anos, excluindo a análise em pacientes com qualquer tipo de problema congênito para discriminar cores, como o daltonismo, por exemplo. O resultado apresentou anormalidade em 40% das pessoas analisadas e 20% não conseguiram realizar os testes. 

Defeitos mais graves podem afetar o dia a dia “Os resultados deste estudo confirmam estudos anteriores que mostram que a discriminação de cores se deteriora de forma mensurável com o envelhecimento. A falta de discriminação de cores sutis é uma anormalidade relacionada com o envelhecimento que geralmente passa despercebida”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

O aumento das taxas de doenças oculares é um outro fator contribuinte. Médicos afirmam que as doenças mais comuns relacionadas ao envelhecimento ocular - glaucoma, degeneração macular relacionada à idade, catarata e retinopatia diabética - produzem anomalias na discriminação das cores azul e amarelo.

Os especialistas alertam sobre a necessidade do acompanhamento médico da visão com o envelhecimento, já que alguns problemas têm como ser evitadas ou controladas sem afetar o dia a dia das pessoas com o decorrer da idade.  

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