Chile esquece freguesia para avançar no Mundial

iG Minas Gerais | Fernando Almeida |

Preparação. Seleção chilena de Valdívia (ao centro, com a bola) começou a preparação para o confronto contra o Brasil neste sábado, no Mineirão
LEO FONTES / O TEMPO
Preparação. Seleção chilena de Valdívia (ao centro, com a bola) começou a preparação para o confronto contra o Brasil neste sábado, no Mineirão

Para vencer uma Copa do Mundo, é necessário quebrar escritas, superar limites e surpreender os mais apaixonados. O Chile chega ao duelo com o Brasil tendo de superar duas grandes desvantagens: a torcida verde-amarela e a histórica freguesia diante da seleção canarinho.

As armas da Roja são simples: apenas concentração máxima e foco no futebol coletivo – apesar de possuir atletas de destaque como Alexis Sánchez e Arturo Vidal.

O jejum de triunfo da Roja contra o Brasil já dura quase 14 anos, mas a Copa do Mundo de 2010 é o revés mais pulsante na memória chilena. A derrota na África do Sul aconteceu nas oitavas de final com o contundente placar de 3 a 0; gols de Michel Bastos, Luiz Fabiano e Robinho.

Capitão do Chile no Brasil e em solo africano, o goleiro Claudio Bravo deixa claro que o revés na África serviu como lição, mas o “desastre” em Joanesburgo já faz parte do passado. Diante disto, o arqueiro faz questão de ressaltar que está confiante na vitória sobre o Brasil, levando em conta a realidade chilena na competição com atletas de renome internacional e uma equipe unida e compacta, que tem no comando um técnico estudioso e capaz de fazer um nó tático em Felipão.

“O passado fica no passado. Não precisamos remoer isso sempre. Foi duro, claro. Mas temos condições de vencê-los e sabemos disso”, disse Bravo.

“Na memória temos o Mundial anterior. Mas isso não nos preocupa. Temos de chegar bem e jogar como foi contra a Espanha, muito sólido, muito bem. Temos condições e confiamos na gente”, completou o goleiro.

A última vitória do Chile contra o Brasil foi no dia 15 de agosto de 2000, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul. Na época, a seleção brasileira era treinada por Vanderlei Luxemburgo e tinha como destaques Dida, Roberto Carlos, Alex e Rivaldo.

Mas, do outro lado, La Roja tinha a dupla de ataque Salas/Zamorano no auge; com cada um anotando um tento, e Fabián Estay fazendo o terceiro dos chilenos.

Depois desta significativa derrota, o Brasil colecionou bons resultados, iniciando esta sequência na mesma Eliminatória; triunfo por 2 a 0 com gols de Rivaldo e Edílson. Após isso, a seleção verde-amarela ainda teve nove vitórias e dois empates. Dentre esses triunfos, foram três goleadas como o 6 a 1 na Copa América 2007, em Puerto la Cruz, na Venezuela.

O último embate entre as seleções foi em novembro de 2013, com as equipes atuando com a base dos times que estarão em campo neste sábado. O duelo terminou com vitória brasileira por 2 a 1, com gols de Robinho e Hulk, e Vargas descontando.

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