Pré-candidatos fogem dos estádios com medo de vaias

Políticos não assistem aos jogos no campo para evitar xingamentos como os direcionados è Dilma

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Dilma Rousseff foi vaiada na abertura da Copa, em 12 de junho
douglas magno
Dilma Rousseff foi vaiada na abertura da Copa, em 12 de junho

Os ingressos para os jogos do Brasil na Copa tem sido disputados a unhas e dentes. O tíquete tem sido comercializado a peso de ouro por quem ainda os têm, tamanha a procura. Mas, há um grupo em especial que, mesmo com acesso fácil às entradas tem fugido de gramados, jogadores e, principalmente, torcedores, ou melhor, eleitores. Depois das vaias e xingamentos à Dilma Rousseff (PT), os pré-candidatos ao Palácio do Planalto e ao governo de Minas não se arriscam a ver os jogos nos estádios.  

Longe de possíveis constrangimentos, Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB), Pimenta da Veiga (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) preferem acompanhar as partidas com a família e aliados. Contato com o público, só por meio das redes sociais e páginas oficiais, com a publicação de fotos em local e companhias tidas como “seguras”.

Às vésperas do início da Copa, o senador cogitou ir a diversos jogos em estádios de cidades governadas por aliados, como Salvador de ACM Neto (DEM) e Manaus de Arthur Virgílio (PSDB). Aécio chegou a dizer que talvez viesse a Belo Horizonte, no próximo sábado, para Brasil e Chile, mas nessa quarta informou que desistiu. Segundo sua assessoria, ele optou por participar de uma convenção em Goiânia.

O tucano é figura recorrente em estádios, principalmente no Mineirão, em jogos importantes do Cruzeiro ou da seleção. Em 2008, em amistoso do Brasil com a Argentina, chegou a ouvir provocações de parte da torcida.

Eduardo Campos também tinha planos de ir ao Castelão, em Fortaleza, e na Arena Pernambuco. Mas até agora também não se aventurou pelos estádios. Segundo sua assessoria, ele não tem ingressos e tem optado pela companhia da família, exceto no dia em que torceu ao lado do ex-jogador e deputado federal Romário (PSB). No sábado – dia da convenção nacional do PSB – estará em Brasília. Ainda segundo a assessoria, a decisão não está relacionada a apreensão com as vaias.

Sem opção, Dilma terá que ir ao Maracanã para a final do Mundial, em 13 de julho. Mais uma vez, ela não deverá fazer discursos.

Em Minas, Pimentel cogita ir ao Mineirão, no sábado, com os filhos, mas segundo sua assessoria ainda há dúvidas “por questão de agenda”. Se o petista for, irá como torcedor e, segundo a assessoria, por isso não teme qualquer vaia ou recepção negativa. O seu provável concorrente, Pimenta da Veiga não pretende ir a partidas. Procurada, sua equipe não informou se a decisão está associada ao medo de vaias.

Barbosa não foi incomodado Brasília. No último jogo do Brasil, em Brasília, não se viu grandes repercussões. Alheio às cobranças do eleitor e bem quisto pela população, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, assistiu à partida sorridente na segunda-feira. Estavam próximos dele o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Gim Argello (PTB-DF) e Jorge Viana (PT-AC), e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No camarote do governo passaram 11 ministros. Entre eles, Aldo Rebelo, José Eduardo Cardozo, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia.

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